18/10/2019 às 15h27min - Atualizada em 05/05/2021 às 09h44min

Estreias no Cinema - 18/10/2019

Entre os dias 17 e 30 de outubro, a 43ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo exibe, durante duas semanas, 327 títulos em diversos endereços, entre cinemas, espaços culturais e museus espalhados pela capital paulista, incluindo projeções gratuitas e ao ar livre. Consulte a programação completa no site : http://43.mostra.org       Malévola - A bruxa mais querida do cinema   O ganancioso e materialista reino ariano da bela e abastada monarquia absolutista dos Ulstead, representado pelo bondoso príncipe Phillip (Harris Dickinson), finalmente irá se unir ao desmaterializado Reino das Fadas do submundo pantaneiro de bruxas, anões, ogros, duendes e mulatos, todos defeituosos fisicamente, representado pela primeira e única rainha meia humana de sangue azul, Aurora (Elle Fanning), batizada pela encantada magia das fadinhas: Fauna, Flora e Primavera. A união entre o Céu e a Terra estaria completa se não fosse pelo desejo da futura sogra em aniquilar os espíritos da natureza usando o ferro, extraído das entranhas da terra, o ponto fraco dos elementais. O clima esquenta a partir de uma narrativa falsa da própria Rainha Ingrith (Michelle Pfeiffer), fomentada aos ânimos já à flor da pele de ambos os lados há milênios, prontos a obedecer cegamente as violentas forças do mal em consequência da primeira fagulha. Especialmente, o fiel escudeiro da corte mundana, Percival (David Gyasi) e o líder revolucionário, Borra (Ed Skrein), que ignora o desejo de paz do colega da mesma etnia, Conall (Chiwetel Ejiofor), ambos escondidos no subterrâneo, até agora. O "Voto de Minerva" só depende de Malévola - Dona do Mal, dividida entre a raiva autômata pelos adversários da plebe e o amor celeste incondicional que sente pela estimada afilhada. Vale a pena lembrar que A Bela Adormecida só despertou para a vida do sono profundo no longa anterior devido ao arrependimento eficaz da guardiã dos Mouros quebrando o feitiço que ela mesma criou.   Malévola – Dona do Mal.Direção: Joachim Rønning. Aventura (Maleficent: Mistress of Evil, EUA/Inglaterra, 2019, 118min). 10 anos. Nota: 4,0.   El Camino: A Breaking Bad Film - A vida é o que você faz dela   Seguramente uma das 10 melhores e mais aclamadas séries de TV do século 21, ganha digno longa metragem saudosista disfarçado de spin off, graças a Netflix. O roteiro sucinto e amarradinho não desperdiça diálogos, tampouco ações nas idas e vindas no tempo, incluindo a esperada participação especial de Bryan Cranston e a “Jessica Jones” Krysten Ritter. Na trama, Jesse Pinkman (Aaron Paul) foge do cativeiro onde era mantido prisioneiro e agora para seguir o próprio caminho, tranquilamente, precisa angariar muitos recursos através de contatos especiais escusos, a fim de despistar a polícia e as inimizades que constituiu produzindo metanfetamina, a partir de sua fuga no possante Chevrolet El Camino até a fronteira final com o Alasca. O criador, diretor e roteirista Vince Gilligan, dá um desfecho digno ao merecido coadjuvante que virou protagonista sem ter de reinventar a roda para se tornar um longa competente.   El Camino: A Breaking Bad Film. Direção: Vince Gilligan. Ação dramática (EUA, 2019). 122min.   Nota: 3,5     Minha filha, minha vida, minha única esperança   O ambiente distópico descrito em "A Luz no Fim do Mundo", escrito e dirigido pelo mesmo ator ganhador do Oscar em Manchester à Beira-Mar, Casey Affleck, confunde-se ao clássico Filhos da Esperança, provocado por uma peste devastadora de mulheres que fez retroceder nossa sociedade organizada aos caóticos tempos bárbaros da queda do Império Romano à lá Mad Max. Na trama, observamos o sacrifício diário de um dedicado pai (Affleck) à única filha Rag (Anna Pniowsky) que sobreviveu inexplicavelmente à praga, ao contrário da esposa (Elisabeth Moss).  Essa situação nômade atípica obriga Rag a permanecer às escondidas nas sombras a fim de não ser violentada e morta por qualquer selvagem que reconhecê-la.   A Luz no Fim do Mundo. Direção: Casey Affleck. Drama. (Light of My Life, EUA, 2019, 119min). 14 anos.   Nota: 3,5     Educação transforma problemáticos bons jogadores de futebol em pessoas melhores capaz de mudar o mundo   Em vez de focar na ascensão piegas de um menino pobre que se dá bem no esporte, o diretor italiano estreante Leonardo D’Agostini optou retratar  um típico craque encrenqueiro do Roma no auge da fama que após as primeiras aulas particulares sérias adquire disciplina dentro e fora de campo fazendo mais gols. Hercúleo “Desafio de um Campeão” ao solitário professor Valério (Stefano Accorsi), composto de muita paciência e criatividade para se adaptar ao peculiar ritmo de vida do jogador de futebol Christian Ferro (Andrea Carpenzano) dentro da lotada mansão-pandemônio entupida de belas garotas e marqueteiros sagazes, rodeada de carros último tipo.   Desafio de um Campeão. Direção: Leonardo D’Agostini. Drama. (Il Campione, Itália, 2019, 105min). 14 anos. Nota: 4,0.     O segredo na família   Ambientado praticamente em um cômodo da casa apenas com os pais, Oliver (Pedro Casablanc) e Julia (Elisabet Gelabert), e o irmão da vítima, a garotinha Sara, de 9 anos (Patricia Olmedo), olho no olho do sequestrador (Ramiro Blas). Para a surpresa de todos o pedido de resgate independe de qualquer quantia em espécie, tão só a revelação de um segredo que apenas um deles conhece. A situação que já era muito tensa ganha ares desesperadores devido a angustiosa desconfiança que se instalou entre os membros da mesa ao estilo Black Mirror. A ótima trama de baixíssimo orçamento discorre sobre vários relatos selvagens do tempo de Talião de prender o fôlego antes de vomitar. Qual dos três irá decifrar “O Enigma da Rosa?”   O Enigma da Rosa . Direção: Josué Ramos.Suspense dramático (Bajo la Rosa, Espanha, 2017, 99min). 16 anos   Nota: 4,0     Dois Documentários - Meu Nome É Daniel e Pavarotti   "Pavarotti" faz uma retrospectiva da vida e da carreira de Luciano Pavarotti (1935-2007), ícone da música erudita; e "Meu Nome É Daniel", uma autobiografia de superação do diretor com deficiência física e dificuldades na fala, Daniel Gonçalves, fruto de sequelas adquiridas durante o parto.


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