​Construções clandestinas preocupam comunidade e prejudicam áreas verdes

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A proliferação de prédios sem alvará em São Paulo tem gerado grande preocupação, principalmente nas zonas sul, leste e oeste da cidade. Nessas regiões, construções irregulares têm surgido em áreas de proteção ambiental e em terrenos destinados a espaços públicos, comprometendo tanto a segurança dos moradores quanto o meio ambiente.
No distrito do Grajaú, na zona sul, por exemplo, diversos edifícios foram erguidos sem respeitar as normas de licenciamento, causando danos significativos às áreas verdes. A vegetação tem sido suprimida, o solo impermeabilizado, e cursos d'água naturais desviados, impactando negativamente o ecossistema local. A falta de planejamento adequado nessas construções também leva a problemas crônicos, como enchentes e aumento da temperatura, prejudicando a qualidade de vida da população.
Na zona leste, bairros como Itaquera e Guaianases enfrentam desafios semelhantes. Prédios levantados sem qualquer autorização legal estão se multiplicando, muitas vezes sem infraestrutura básica, como sistemas de esgoto e abastecimento de água. Essas construções sobrecarregam os serviços públicos e colocam em risco a segurança dos ocupantes, uma vez que não há garantia de que os padrões de engenharia sejam seguidos.

A fiscalização insuficiente do poder público tem permitido que esses empreendimentos avancem, criando um ciclo vicioso de degradação urbana. Sem uma resposta rápida e efetiva das autoridades, os prejuízos continuarão a crescer, tanto para o meio ambiente quanto para a segurança dos cidadãos. É imperativo que a cidade intensifique a fiscalização e tome medidas severas contra os responsáveis por essas obras ilegais, antes que os danos se tornem irreparáveis.

Lembrando o caso da Água Branca
No ano passado, uma representação da Sociedade Amigos de Perdizes, inconformada com o destombamento da área envoltória do Parque da Água Branca, se deu sobre a construção de torres de prédios aptas a gerar sombreamento ao parque e danos ao lençol freático. Documento obtido aponta que o MP afirmava que “há o iminente risco de que a “Construtora Marquise 29 Empreendimentos Imobiliários Ltda.” inicie a construção de um grande empreendimento imobiliário na área envoltória do Parque Água Branca, o que, evidentemente, descaracterizaria o próprio Parque.”
O Pedido do MP ainda afirmava que houve “destombamento da área envoltória do Parque da Água Branca pelo “CONDEPHAAT” autorizará a construção de grandes edifícios com subsolos de até 20 (vinte) metros de profundidade, o que, certamente causará o rebaixamento do lençol freático e atingirá de morte as várias nascentes existentes no interior do Parque, além de causar outros problemas urbanísticos e ambientais.”


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