Moradores cobram manutenção da estátua de Borba Gato em Santo Amaro

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Um dos monumentos mais conhecidos — e também mais controversos — da cidade de São Paulo voltou a ser tema de discussão entre moradores de Santo Amaro. Desta vez, o motivo não é a polêmica em torno da figura histórica de Manuel de Borba Gato, mas o estado de conservação da estátua que há mais de seis décadas integra a paisagem da região.
Frequentadores e moradores relatam falta de manutenção no monumento localizado entre as avenidas Santo Amaro e Adolfo Pinheiro. Segundo eles, o acúmulo de mato e lodo na base da estrutura tem chamado a atenção de quem passa diariamente pelo local.
“Precisa fazer reparos, tem mato e lodo nas pernas”, afirmou um morador que acompanha a situação regularmente.

A estátua de Borba Gato foi inaugurada em 1963, durante as comemorações do aniversário da cidade e do IV Centenário de Santo Amaro. Concebida pelo escultor paulista Júlio Guerra, a obra possui cerca de 13 metros de altura e é revestida por pedras coloridas, tornando-se uma das esculturas mais reconhecíveis da capital paulista. 
Para muitos moradores, o monumento faz parte da memória afetiva do bairro. “Passo direto na frente da estátua e meu avô morava na região há muitos anos. Minha mãe está viva, com 102 anos, e acompanhou boa parte da história daqui”, relatou uma moradora. Outra lembra do período de construção da obra. “Me recordo quando começaram a construir a estátua. Só não lembro exatamente o ano”, contou.
Ao longo de sua história, o monumento também acumulou episódios de vandalismo e protestos. Em 2021, a estátua foi incendiada por manifestantes durante uma ação que reacendeu o debate sobre o papel dos bandeirantes na história do Brasil. Antes disso, a obra já havia sido alvo de pichações e outras intervenções.
As discussões sobre a permanência da homenagem dividem opiniões. Enquanto parte da população considera o monumento um símbolo histórico e cultural de Santo Amaro, outros questionam a celebração de figuras associadas ao período da expansão colonial.
Apesar das divergências, moradores concordam em um ponto: independentemente do debate histórico, a conservação do patrimônio público precisa receber atenção. Para eles, a limpeza e a manutenção periódica da estátua são fundamentais para preservar um dos principais marcos urbanos da região e um dos símbolos mais conhecidos da história de Santo Amaro.


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