​Número de solicitações para tapa-buraco aumenta

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A Prefeitura tem como uma de suas prioridades resolver o problema dos buracos espalhados pelo asfalto da cidade. Segundo dados da própria Central SP 156, o número de solicitações cresceu 35,4% nos quatro trimestres de 2023, com 215.463 solicitações. Na semana passada, no dia 25/04, durante o Prefeitura Presente no Butantã, o prefeito Ricardo Nunes respondeu ao Grupo 1 sobre essa questão:
O serviço de tapa-buracos melhorou, mas a comunidade aponta que é necessária uma melhor fiscalização sobre os resultados. Qual a posição da prefeitura sobre essa ação de continuidade ao serviço?
“Todo serviço de tapa buraco tem um relatório que apresenta um registro fotográfico do antes, durante e depois do serviço. Todo serviço que a prefeitura contrata possui uma garantia, e então nós fazemos uma fiscalização posterior. Se um serviço for realizado e não atingir a qualidade desejada, o retorno é feito. 

O que nós temos de problemas são os buracos (atendidos) pelas concessionárias. A Sabesp, por exemplo, chegou a receber R$300 milhões em multas, entre 2021 e 14 de março de 2024, apenas pelas incorreções realizadas nos buracos feitos por eles para a realização de operações. É algo bastante relevante, pois demonstra a falta de compromisso da empresa. Outras empresas, como ENEL e Comgás, também trazem problemas nesse sentido, mas a Sabesp se destaca.
Só em 2024, a prefeitura tapou 64 mil buracos. Agora o que pode nos ajudar a resolver o problema desses buracos é o nosso programa de recapeamento. Nós temos 192 milhões de metros quadrados de vias asfaltadas em São Paulo. Nós precisamos refazer o asfalto de cerca de 60 milhões de metros quadrados, pois é asfalto muito velho e já passou do tempo de trocar. 
O asfalto é como muitos equipamentos: ele tem um “tempo de vida”, e quando chega no seu limite, ele vai perdendo a aderência, recebendo infiltrações de água e criando buracos com mais facilidade. Faremos até o final deste ano 20 milhões de metros quadrados, e então continuar. Durante muitos anos, este trabalho não foi feito, e o asfalto antigo permaneceu. Conforme vamos substituindo o asfalto, aí sim temos melhores condições de facilitar o programa de tapa-buracos.
Esse programa de recapeamento não substitui apenas a parte superficial do asfalto. No asfalto, existe uma camada de base e sub-base. É preciso remover até 40 centímetros de asfalto para então recompor o asfalto por completo, em um processo que tem garantia de até 5 anos. É um problema muito sério da cidade, que está melhor, mas ainda há muito o que fazer.
Nós temos um sistema na subprefeitura que utiliza uma “inteligência artificial”. Nós temos 108 táxis e ubers na cidade em que estão acoplados um aplicativo com câmeras fotográficas que registram os buracos e nos dirigem para o atendimento. Também é possível receber essas informações através do 156, onde o cidadão pode registrar sua denúncia de buraco na via. 
A ação de tapa-buracos melhorou bastante. Nossa média (de tempo de atendimento) é de 7 dias. Em 2016, esse tempo podia chegar a até 120 dias. Estamos melhorando esse processo, e a tendência é que possamos diminuir ainda mais o tempo de entrega dessas correções. Já temos concluídos 16 milhões de metros quadrados, fazendo 80 vias por noite. Já investimos mais de R$ 3,5 bilhões nesse processo, somente com dinheiro da prefeitura, sem pedir um centavo para governo estadual ou federal.”


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