​Como terminar com os pancadões?

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Festas de rua podem estragar noites de sono e atrapalhar a rotina de uma vizinhança. Moradores do Butantã, Morumbi, Campo Limpo e Santo Amaro, reclamam do barulho que se prolonga em madrugadas. Moradores locais informam que os pancadões continuam ocorrendo na região.

Depoimentos apontam problemas

“Mais um problema, dentro das comunidades - Paraisópolis, Colombo, Real Parque ou qualquer outra - o planejamento para terminar com os ‘pancadões’ deve ser mais minucioso, e o efetivo a ser empregado precisa ser maior e deve envolver mais atores, pois a maioria dos jovens de lá defendem e querem os pancadões”. C.C.
“O ‘funk’ chamado de ‘Baile do Capelinha’ (Rua Rad. Nascimento Filho X Rua Marcos Tadeu Goveia em Campo Limpo) deve ter mais de 20 anos e ocorre toda sexta e sábado a partir das 23 horas e vai até as 8 hs da manhã. Tem página no Instagram (https://instagram.com/club.capelinha?igshid=MzRlODBiNWFlZA==) e tem funk com o tema. Acompanhamos o Instagram deles para saber se iremos conseguir dormir ou não”. R.I.
“Todos os finais de semana dentro ou próximo das Comunidades de Paraisópolis e Colombo os ‘pancadões’ rolam soltos e com barulho ensurdecedor por três dias seguidos, sem interrupção. Onde estão os órgãos publico e a PM?” W.L.

Como terminar com os ‘pancadões’
Especialistas explicam que ‘pancadões’ não são uma questão só de polícia e não se resolve só com a PM. Inicia-se com infrações a posturas municipais: show não autorizado, som alto e comércio de bebida para todos. Depois caminha para o crime: bebidas para menores, drogas etc.  “O que complica mais ainda é que a população jovem quer e participa dos eventos, o que também o torna um problema social”, concluem.

Ações conjuntas
“Só ações conjuntas, planejadas e com inteligência vão minimizar o problema. Assim, não é justo colocar a responsabilidade só na Polícia Militar. Por meio do CONSEG, Comando Local ou Subprefeitura a comunidade tem que solicitar uma ação conjunta da Prefeitura (GCM e Subprefeitura) e PM para mapearem os locais, ver o causador (bar, grupo, paredão etc.) e planejar a forma de agir, preferencialmente por antecipação, fiscalizando bares, ocupando o espaço público e evitando que o pancadão aconteça”, explicam.

Polícia mantém operação
A Polícia Militar do Estado de São Paulo informou que o policiamento na região do Jardim Colombo e Comunidade do Paraisópolis é realizado pela 1a. e 2a. Companhias do 16o. Batalhão da Policia Militar que vem desenvolvendo operações policiais nas principais vias de circulação e acesso ao bairro com apoio de outros programas de policiamento como Força Tática e ROCAM. A intensificação do policiamento e definição de pontos de visibilidade são medidas adotadas nos principais acessos as comunidades do Paraisópolis e Colombo, por intermédio da Operação Impacto, utilizando-se do Programa de Policiamento de Radiopatrulha — Atendimento “190”, Radiopatrulha com Motocicletas, Operação Saturação e Operação Manifestações Antissociais. 


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