Dr. Raphael Tricarico Neto relembra trajetória em Pinheiros e celebra os 70 anos da Gazeta
Figura muito conhecida em Pinheiros, o cirurgião-dentista Dr. Raphael Tricarico Neto construiu uma relação afetiva e profissional profunda com o bairro ao longo das décadas. Entre lembranças da infância nas ruas da região, a atuação comunitária e os vínculos criados com moradores e comerciantes, ele destaca o papel da Gazeta de Pinheiros como elo entre a comunidade local e as transformações vividas pelo bairro.
Gazeta de Pinheiros: Dr. Raphael, sua trajetória profissional está diretamente ligada ao bairro de Pinheiros. Como o senhor descreve a relação construída com a comunidade da região ao longo dos anos?
Dr. Raphael Tricarico Neto: Minha história começa com o meu nascimento em Pinheiros, na Rua João Moura. Depois, morei na Rua Teodoro Sampaio, em uma vila de casas, onde vivi os primeiros anos da infância, até nossa mudança para a Mooca. No último ano da faculdade de odontologia, recebi a proposta para adquirir uma sala de consultório justamente na Rua Teodoro Sampaio. Foi emocionante retornar ao bairro onde nasci. Reencontrar amigos e estar próximo de muitos parentes tornou essa trajetória ainda mais especial.
Gazeta: A Gazeta de Pinheiros acompanha a história do bairro há sete décadas. Qual foi a importância do jornal na aproximação entre profissionais, comerciantes e moradores da região?
Dr. Raphael: Atuei como presidente da Associação de Moradores da Rua Joaquim Antunes (AMJA), entre 2002 e 2004, além de sempre participar do Rotary desde 1993. Frequentemente participava de reuniões promovidas pela Ana Lúcia Donnini, tanto na antiga sede da Gazeta, na Rua Simão Álvares, quanto posteriormente na Rua dos Pinheiros e na Associação Comercial. Esses encontros aproximavam moradores, comerciantes, Consegs e associações para discutir melhorias para o bairro.
Gazeta: Que lembranças mais marcaram sua convivência com a equipe da Gazeta?
Dr. Raphael: Eu e nossa equipe, formada atualmente por nove dentistas, tivemos a oportunidade de atender a Ana Lúcia, seus filhos, irmãos e o pai Oduvaldo. Sempre foi muito agradável conviver com essa família tão amável e cidadã. Também atendemos integrantes da equipe do jornal, sempre de forma muito espontânea e alegre.
Gazeta: O que Pinheiros conseguiu preservar de mais valioso em sua identidade?
Dr. Raphael: Tenho lembranças marcantes do uso dos bondes na Teodoro Sampaio até 1966 e da excelência médica da região do Hospital das Clínicas e da Avenida Dr. Arnaldo. Hoje vemos uma intensa verticalização, mas Pinheiros continua sendo um bairro completo, com excelentes serviços, restaurantes e lugares especiais, como a Praça Benedito Calixto. O mais importante, porém, são os vínculos de amizade construídos ao longo da vida.
Gazeta: Que mensagem o senhor deixa pelos 70 anos da Gazeta de Pinheiros?
Dr. Raphael: Parabenizo a Gazeta de Pinheiros por sua valiosa contribuição jornalística e humana. O jornal promoveu a aproximação entre moradores, comerciantes e profissionais, fortalecendo vínculos e preservando a memória do bairro. Desejo que essa história continue por muitas gerações. Parabéns!
“Pinheiros é símbolo de liderança e pertencimento”, afirma Coronel Wagner Soares
Com trajetória ligada à administração pública e à segurança da capital paulista, o Coronel Wagner Soares acompanhou de perto as transformações urbanas e sociais de Pinheiros nas últimas décadas. Ex-chefe de gabinete da Subprefeitura de Pinheiros, ele destaca o protagonismo histórico do bairro e a importância da Gazeta de Pinheiros como elo entre moradores, comerciantes e o poder público ao longo dos últimos 70 anos.
Gazeta de Pinheiros: Coronel Wagner Soares, o senhor acompanhou diferentes transformações da cidade ao longo da sua trajetória profissional. Como descreveria a importância do bairro de Pinheiros dentro da dinâmica de São Paulo?
Coronel Wagner Soares: Pinheiros carrega um pioneirismo histórico de vanguarda, desde sua influência agrícola, passando pela cultura, gastronomia, turismo e entretenimento noturno, até se tornar um dos polos socioeconômicos mais importantes do país. Não é por acaso que a Subprefeitura de Pinheiros administra uma das regiões de maior relevância econômica do Brasil, abrangendo áreas estratégicas e com intensa circulação diária de pessoas.
Gazeta: Qual é sua lembrança mais marcante da relação entre a Gazeta de Pinheiros e a comunidade local?
Coronel Wagner: Quando assumi a Chefia de Gabinete da Subprefeitura, em 2013, eu ainda desconhecia muitas das demandas da região. Fui acolhido pela Gazeta de Pinheiros, especialmente pela querida Ana Lúcia Donnini, que abriu portas importantes com sua liderança, inteligência e gentileza. A Gazeta me emprestou rapidamente respeito e credibilidade, fundamentais para enfrentar desafios e construir relações sólidas no bairro.
Gazeta: Qual o papel de um jornal de bairro na construção da identidade local?
Coronel Wagner: A Gazeta de Pinheiros sempre foi o principal elo entre moradores, comerciantes e o poder público, especialmente nas questões de zeladoria urbana. O jornal reúne lideranças, associações e representantes locais para discutir problemas reais da região. É um verdadeiro “hub” de acolhimento e encaminhamento das demandas da comunidade.
Gazeta: Quais mudanças mais impactaram a segurança pública em Pinheiros ao longo dos anos?
Coronel Wagner: Houve mudanças territoriais no policiamento da região que aumentaram a complexidade operacional. Além disso, o crescimento econômico e a valorização de Pinheiros também atraíram a criminalidade patrimonial. Mesmo assim, é importante destacar o empenho das equipes locais e a necessidade constante de estratégias integradas de segurança.
Gazeta: Que mensagem o senhor deixa pelos 70 anos da Gazeta de Pinheiros?
Coronel Wagner: A Gazeta é um patrimônio da comunidade. Em tempos de distanciamento social e comunicação digital impessoal, ela preserva os valores locais, a memória e o sentimento de pertencimento. As novas gerações precisam compreender a importância desse legado e apoiar um veículo que sempre defendeu os interesses do bairro. Como morador, desejo vida longa à Gazeta de Pinheiros.