Evento de 70 anos da Gazeta de Pinheiros reúne grandes lideranças na Cantina Giggio

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No último dia 15, entidades do bairro, autoridades e a comunidade de toda a região homenagearam a Gazeta de Pinheiros, nas comemorações dos 70 anos do jornal de bairro mais tradicional e antigo da capital. Eles foram recebidos pelos diretores Ana Lucia, Oduvaldo Donnini, Marcelo D. Candotti e Nadir Mezerani, com um excelente almoço, muito elogiado por todos, oferecido pela Cantina Giggio.
Ana Lúcia lembrou o editorial da primeira edição da Gazeta de Pinheiros, de 4 de maio de 1956, que falava da “Missão da Gazeta de Pinheiros”, reproduzido abaixo:
“Primeiro Número”
“Aparecemos para retratar, reportar e, modestamente, procurar orientar o meio em que este jornal vai circular. Iniciamos com simplicidade, dentro de nossas possibilidades, com planos e esperança fundados na certeza do apoio dos pinheirenses.
Este jornal é independente. Não pertencemos a agremiações políticas nem obedecemos a determinações partidárias. Nas colunas deste semanário reportaremos todos os acontecimentos políticos, sociais, econômicos, culturais etc. da região oeste da Capital Bandeirante. É, portanto, nosso objetivo defender os interesses da coletividade da região, sem ligações a grupos ou partidos.
Em nossas colunas encontrarão ressonância todas as reivindicações e problemas dos moradores da região. Combateremos aqueles que, propositadamente ou inadvertidamente, procurarem entravar o desenvolvimento e o progresso da região do Rio Pinheiros. Nosso combate, entretanto, não será cego e apaixonado, nem tornar-se-á violento para defender interesses ocultos. Procuraremos ser justos.
Precisamos do apoio dos pinheirenses.”
Homenagens e lembranças

Durante a reunião-almoço, alegre e descontraída, foram feitas homenagens ao advogado O. Donnini, hoje com 99 anos, primeiro redator e fundador da Gazeta, juntamente com Durval Quintiliano de Oliveira, sempre lembrando os inúmeros jornalistas que passaram pelo jornal e se tornaram grandes nomes do jornalismo brasileiro. Antonio Claret Lira, Nino Cecílio, Nelson Soldá e muitos outros redatores-chefes deixaram lembranças.
Presentes ao evento
Entre os presentes, estavam o subprefeito de Pinheiros, Ygor Costa; o chefe de gabinete Ricardo Granja; a vereadora Zoe Martinez; da SPTuris (São Paulo Turismo), o assessor da presidência Sidney Lance; da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), Margarida Sobral, Alexsander Amaro Parpinelli e José Geraldo de Barros Martins.
Associações
AME Jardins, ex-presidente Fernando Sampaio; SAB (Sociedade Amigos do Bairro City Boaçava), presidente Silvia Maria Setti Padin; AMATEUS (Associação de Moradores e Comerciantes da Rua Mateus Grou), ex-presidente Francisco Eduardo Pereira; AMOLVI (Associação dos Moradores e Lojistas da Virgílio de Carvalho Pinto), presidente Suely Inês Cunha Leite; ACSP (Associação Comercial de São Paulo), distrital Pinheiros, representada pelo ex-superintendente Roberto Manin Frias e pela vice-superintendente Cristina Cabral, que também representou a OAB Pinheiros; AAPBC (Associação dos Amigos da Praça Benedito Calixto), presidente Maria Emilia Ciavaglia e vice-presidente Mauricio Tedesco; AMJA (Associação dos Moradores da Rua Joaquim Antunes), ex-presidente e atual presidente do Rotary Club Jardim das Bandeiras, o cirurgião-dentista Raphael Tricarico; e SAVIMA (Sociedade Amigos da Vila Madalena), presidente Cássio Calazans.
Profissionais liberais e empresários
A proprietária da assessoria de imprensa Virou Notícia, Patrícia de Freitas; o advogado Luís Cesar Cioffi Baltramavicius; o professor doutor de Direito Civil Rogério Ferraz Donnini; a proprietária da Naturiche, Edna Queiróz; o conselheiro da Artefacto Móveis, Braulio Bacchi; o sócio-proprietário do Restaurante Consulado da Bahia, Exupério Silva Neto; os diretores do Portal Pinheiros, Robson e Sandra Slepicka; o proprietário do Espaço Cultural Alberico Rodrigues, que leva o seu nome; o engenheiro Luis Maurício Marques; os estudantes de Direito Daniela Totoli Donnini e Guilherme Genen do Carmo; o proprietário da Cantina Giggio, Vinicius Bráz; e a equipe do GRUPO 1: Rogério Candotti, Antonio José de Fátima Freitas, Raphael Ranieri e Douglas Rejowski.


Os 70 anos da Gazeta de Pinheiros na visão do líder político e empresarial Ricardo Granja
Figura conhecida na região e profundo conhecedor da história dos bairros da zona oeste, Ricardo Granja, hoje chefe de gabinete da Subprefeitura de Pinheiros e próximo do prefeito Ricardo Nunes, construiu sua trajetória acompanhando de perto as transformações de Pinheiros ao longo das últimas décadas. 
Com trajetória ligada ao serviço público e à articulação institucional em nossa região, atuou como Secretário Parlamentar da Câmara Municipal e assessor de secretarias estaduais e do Governo do Estado. Destacou-se pela atuação em Pinheiros e Butantã, onde foi subprefeito do Butantã, dirigente da Associação Comercial de São Paulo – Distrital Sudoeste e também da Distrital Pinheiros. Participou como diretor social da Gazeta de Pinheiros e dirigente no SPFC, além de integrar conselhos comunitários e de política urbana.
Atual chefe de gabinete da Subprefeitura de Pinheiros, Granja é também um representante da memória afetiva e política do bairro, marcado pela convivência próxima com comerciantes, moradores e lideranças locais. Em meio às celebrações dos 70 anos da Gazeta de Pinheiros, ele destaca o papel histórico do jornal como elo entre a comunidade e os acontecimentos que moldaram a identidade da região.
Gazeta de Pinheiros: Como empresário histórico da região de Pinheiros, qual é a sua lembrança mais marcante da Gazeta ao longo dessas sete décadas, e como o jornal acompanhou as transformações do bairro?
Ricardo Granja: Os jornais do GRUPO 1 e a Gazeta participaram de todas as transformações do bairro e da região. Sempre foram muito ativos. Posso citar, por exemplo, o fechamento da Rua dos Pinheiros, pelo Metrô de uma forma repentina, que atingiu diretamente os comerciantes sem dar chance de planejamento. A Gazeta, junto com a Associação Comercial de São Paulo – Distrital Pinheiros, atuou muito para amenizar os prejuízos econômicos e até sociais daquele momento.
GP: Na sua avaliação, qual foi o papel do jornal na construção da identidade de Pinheiros e na conexão entre moradores, comerciantes e poder público?
RG: A Gazeta sempre foi uma defensora democrática em todas as situações do bairro. Muito disso também se deve ao diretor Oduvaldo Donnini, que sempre ouviu a população em suas reivindicações e deu espaço para os moradores se manifestarem.
GP: Como chefe de gabinete da Subprefeitura de Pinheiros, de que forma o senhor enxerga a importância da imprensa local na fiscalização e no diálogo com a administração pública?
RG: Vejo a Gazeta como um jornal imparcial, sério e preocupado com o crescimento e o desenvolvimento do bairro. A imprensa local tem um papel fundamental na fiscalização e na aproximação entre o poder público e a população.
GP: Em um cenário de redes sociais e informação acelerada, na sua opinião, quais são os principais desafios para um jornal tradicional de bairro se manter relevante e confiável?
RG: O mundo mudou. O avanço tecnológico atingiu todas as áreas e segmentos de mercado. A Gazeta está no mercado e atualizada digitalmente, mas o jornal impresso ainda facilita muito para leitores tradicionais, especialmente os idosos, no acompanhamento semanal das notícias.
GP: Olhando para os próximos anos, que papel o senhor acredita que o jornal pode continuar desempenhando no desenvolvimento urbano e social da região e da cidade de São Paulo?
RG: Nesses 70 anos de existência, quantas transformações aconteceram no mundo, e a Gazeta de Pinheiros sempre esteve presente. Creio que, com o dinamismo e a dedicação de seus diretores, o jornal continuará sempre à frente do nosso bairro, levantando a bandeira da importância dos jornais de bairro para a cidade e para a comunidade.


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