Gazeta de Pinheiros 70 Anos

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Entrevista com Kaoru Ito
A trajetória de Kaoru Ito atravessa continentes, guerras, transformações tecnológicas e décadas de dedicação à arte — sempre com Pinheiros como um de seus principais pontos de encontro com a cidade de São Paulo. Nascido em Nagasaki, no Japão, em 1937, sobrevivente da bomba atômica lançada em 1945, Ito construiu uma carreira internacional marcada pela pintura, pelo desenho técnico e pela preservação da cultura japonesa no Brasil. Aos 16 anos, partiu para Roma, na Itália, para estudar artes, iniciando uma jornada que o levaria a trabalhar entre Europa, Japão e América do Sul.
Hoje, aos 88 anos, Kaoru Ito segue ativo em Pinheiros, onde administra ao lado da esposa, Tereza Ito, a Shunkun Artes e Cursos, na Rua Mourato Coelho. O espaço reúne cerca de 60 alunos interessados em técnicas como sumiê, shodô, pintura clássica, arte abstrata e língua japonesa, mantendo viva a tradição artística e cultural nipônica no bairro.
Na série especial pelos 70 anos da Gazeta de Pinheiros, Kaoru Ito relembra sua chegada ao bairro, a relação construída ao longo das décadas com o jornal e a evolução de Pinheiros como polo cultural e artístico da capital paulista.
GP: O senhor construiu uma trajetória muito ligada a Pinheiros. Como começou essa relação com o bairro?
Ito: Comecei minha vida em São Paulo em Pinheiros. Morei na região e fui construindo minha história aqui. No começo, fazia pequenos trabalhos de arte-final e anúncios para o comércio local. A Gazeta de Pinheiros foi muito importante nessa fase. Eu levava anúncios, fazia desenhos e a Gazeta me ajudava a divulgar meu trabalho quando eu ainda estava começando. Conheci o senhor Oduvaldo e acompanhei o crescimento do jornal desde os primeiros anos.
GP: A arte sempre esteve presente na sua vida?
Ito: Sim. Aprendi desenho ainda muito jovem, no Japão, ajudando meu tio, que era pintor. Depois fui estudar técnicas de desenho e aerógrafo na Itália. Passei dificuldades lá, mas consegui concluir meus estudos trabalhando com caricaturas e pinturas. Quando voltei ao Brasil, comecei a procurar espaço nas agências de publicidade de São Paulo.
GP: E foi aí que sua carreira deslanchou?
Ito: Sim. Depois de muito bater de porta em porta, a agência Norton Publicidade me deu uma oportunidade. Fiz um desenho técnico que chamou atenção e, dali em diante, começaram a surgir muitos trabalhos. Trabalhei para grandes marcas, como Volkswagen, Café do Ponto, Omega e Rolex, além de projetos para o Metrô de São Paulo. Cheguei a montar um estúdio com dezenas de funcionários no Butantã.
GP: O senhor também teve uma trajetória ligada ao karatê.
Ito: Comecei a treinar aos 8 anos, no Japão, com mestres ligados ao estilo Kyokushin. Mais tarde, em São Paulo, também dei aulas e continuei treinando. O karatê me ensinou disciplina e perseverança, coisas que levei para a arte e para a vida.
GP: E qual é hoje sua relação com a Gazeta de Pinheiros?
Ito: Tenho muito carinho pela Gazeta. O jornal acompanhou minha história desde o início. Durante muitos anos anunciei minhas aulas e meus trabalhos nas páginas da Gazeta. Até hoje fico feliz em saber que minhas artes continuam presentes na redação. Ver a Gazeta completar 70 anos é emocionante, porque ela também faz parte da memória de Pinheiros e da minha própria trajetória.

70 Anos da Gazeta de Pinheiros
“Momentos que merecem ser celebrados com emoção, gratidão e respeito.
São 70 anos da Gazeta de Pinheiros, um verdadeiro patrimônio da nossa história, da nossa memória e da vida cotidiana de milhares de moradores de Pinheiros e da Vila Madalena.
Desde pequeno, acompanhar a Gazeta de Pinheiros fazia parte da rotina. O jornal sempre esteve presente nas bancas, nas casas, nos comércios, nas conversas de bairro e nos grandes momentos da nossa comunidade. Mais do que informar, a Gazeta ajudou a construir identidade, preservar histórias e fortalecer o sentimento de pertencimento de quem vive e ama essa região tão especial de São Paulo.
A querida família ­Donnini, com dedicação, seriedade e amor pelo jornalismo regional, transformou a Gazeta em muito mais do que um veículo de comunicação. Transformou em uma instituição respeitada, próxima das pessoas, defensora dos comerciantes, das famílias, das tradições e das causas importantes dos nossos bairros.
Ao longo dessas sete décadas, a Gazeta de Pinheiros acompanhou as transformações da cidade, viu gerações crescerem, registrou conquistas, desafios, festas, movimentos culturais e tantas histórias que fazem parte da alma de Pinheiros e da Vila Madalena.
Celebrar os 70 anos da Gazeta é celebrar também a força do jornalismo local, que conhece as pessoas pelo nome, entende as necessidades do bairro e mantém viva a conexão humana que jamais pode se perder.
Parabéns à família ­Donnini, aos jornalistas, colaboradores, parceiros e a todos que fizeram e fazem parte dessa trajetória tão bonita.
Que venham muitos e muitos anos mais de sucesso, credibilidade e amor por nossa comunidade.
Vida longa à Gazeta de Pinheiros!” Cassio Calazans, presidente da SAVIMA-Sociedade Amigos de Vila Madalena
*Nota da Redação: lembranças sempre do fundador Durval Quintiliano de Oliveira e dos nossos “pais adotivos” que sempre apoiaram as iniciativas da comunidade Fafá, Diná e Chico Calazans

 

Declarações nas redes
“Parabéns!”

“Nossa! 70 anos”
“Merece muito meu respeito.”
“Vamos comemorar na Feira da Vila, faço questão é o mínimo. Temos que celebrar”
“Aeeee, parabéns a todos por esse trabalho de comunicação que nos atualiza semanalmente...que venham muitos anos”. M.
“Parabéns pelos 70 anos de história!” E.C.
“Parabéns aos 70 anos do jornal que continue assim nos informando sempre .”
“Deus abençoe”
“Parabéns”
“PARABÉNS! É mais do que tenho de vida!” A.N.
“Boa noite. Parabéns em dobro. Pelo Oduvaldo e pela edição.”
“Parabéns, Gazeta de Pinheiros!”
“Mais uma vez meus parabéns a você e a todos os envolvidos, que venham mais 70 anos nos trazendo informações. Grande abraço”
“Parabéns Gazeta de Pinheiros. Parabéns Ana e família Donnini, que a 70 anos fazem história no nosso bairro de Pinheiros. Denunciando quando é preciso e elogiando quando se faz necessário. Que venham mais 70 Anos.”
“Puxa Ana! Parabéns aos 70 anos da Gazeta!” R.B.
“Quanta história pra contar!”
“Seria legal uma edição de aniversário de recapitulação das maiores e melhores notícias.”
“Ainda não li tudo, mas ja deixo nossos Parabéns com letra maiúscula.”
“Parabéns pelos 70 anos da Gazeta de Pinheiros. Lembro das minhas primeiras leituras da Gazeta de Pinheiros no final da década de 1970.” Ernesto Maeda.

 


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