Mobilização de moradores impede corte de árvores no Alto de Pinheiros

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A mobilização de moradores do Alto de Pinheiros evitou a remoção de duas árvores consideradas saudáveis que seriam derrubadas para ampliar o acesso de veículos a um estacionamento, com rebaixamento de guia na região. A decisão de preservar os exemplares foi comemorada por moradores e entidades ambientalistas do bairro, que classificaram o episódio como uma vitória da participação comunitária em defesa das áreas verdes da cidade.
A articulação contou com forte atuação da SAAP – Associação dos Amigos de Alto dos Pinheiros, entidade criada em 1977 para preservar as características de “bairro-jardim” da região. A associação atua em pautas ligadas à arborização urbana, mobilidade, zeladoria e qualidade de vida, funcionando como ponte entre moradores e órgãos públicos.
Segundo moradores, as árvores estavam em boas condições fitossanitárias e seriam removidas apenas para facilitar a entrada e saída de veículos. Após questionamentos da comunidade e manifestações encaminhadas à Subprefeitura de Pinheiros, a supressão foi revista e cancelada.

O caso reacendeu o debate sobre a preservação arbórea na zona oeste de São Paulo, especialmente em bairros com grande cobertura vegetal. Um levantamento divulgado pela própria SAAP aponta que mais de 38% da área de atuação da entidade possui cobertura arbórea, índice considerado elevado para padrões urbanos paulistanos.
A preocupação dos moradores se intensifica diante de dados recentes sobre perdas de árvores na região. Relatório citado pela associação mostrou que a Subprefeitura de Pinheiros removeu mais de mil árvores em um único ano, número superior ao de novos plantios realizados no mesmo período.
Para os integrantes da entidade, a preservação das árvores urbanas vai além da paisagem. As áreas verdes ajudam na redução das ilhas de calor, melhoram a drenagem urbana, contribuem para a biodiversidade e ampliam a qualidade de vida dos moradores.
A decisão de manter as árvores foi vista como um exemplo de diálogo entre sociedade civil e poder público. Moradores defendem que o episódio sirva de referência para futuras intervenções urbanas, reforçando a ideia de que a expansão urbana não deve ocorrer às custas da perda de cobertura vegetal consolidada.


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