Parque Linear Itararé, no Butantã, continua sem data definida para implantação

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Prometido como alternativa ambiental e urbanística para o bairro do Jardim Monte Kemel, na Vila Sônia, o Parque Linear Itararé ainda não tem data confirmada para sair do papel. A área, onde nasce o córrego Itararé, permanece sem implantação efetiva, apesar de constar no planejamento oficial do município.
Abandono
O córrego tem origem entre o Cemitério Gethsêmani e o Condomínio Paulistano, na Avenida Frei Macário de São João, em um trecho atualmente marcado por vegetação densa e sinais de abandono. A canalização adequada e a limpeza periódica do curso d’água são apontadas por moradores como medidas essenciais para evitar inundações e transtornos à população do entorno.

Segurança
Na parte superior da área está localizada a Praça Sérgio Vieira de Mello, adotada e bem conservada, que oferece vista panorâmica do vale por onde passa o córrego. Ainda assim, moradores relatam problemas de segurança, afirmando que criminosos invadem a mata próxima, gerando insegurança na vizinhança. A comunidade reivindica maior presença do poder público e conservação mais efetiva do espaço.
Implantação
Procurada, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informou que a implantação do Parque Linear Sérgio Vieira de Mello – Córrego Itararé está prevista no Plano Diretor Estratégico. O projeto se insere no conceito de Corredor Verde, desenvolvido pela Coordenação de Planejamento Ambiental (CPA), com a proposta de interligar fragmentos de vegetação e qualificar ambientalmente a região.
Segundo a pasta, a Divisão de Implantação, Projetos e Obras (DIPO) já realizou estudo preliminar da área e prevê, ainda na atual gestão, a contratação de projeto executivo para obra de estabilidade geotécnica, com o objetivo de reforçar o talude existente. Apesar disso, a Prefeitura não informou prazo para o início das obras.
Parque Água Podre
Enquanto o Itararé aguarda definição, a Zona Oeste recebeu o Parque Linear Água Podre, com investimento superior a R$ 6,4 milhões. O novo espaço conta com parquinho, academia ao ar livre, sede administrativa, sanitários, percursos, mobiliário urbano, mirantes, área para eventos e espaço multiuso.
Levantamentos ambientais indicam que a área abriga 57 espécies de animais silvestres — 56 aves e um mamífero — além de 184 espécies vegetais vasculares, das quais 95 são nativas.


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