Estudos e relatórios indicam que enchentes nas Zona Sul e Oeste poderiam ser evitadas

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Especialistas e estudos técnicos realizados desde 2016 apontam que as enchentes recorrentes na Zona Sul e Oeste de São Paulo e na região metropolitana, não são apenas fruto de chuvas intensas, mas em grande parte, resultado de falhas estruturais e de gestão urbana. Pesquisas apontam que a falta de manutenção de drenagem, a impermeabilização do solo e o crescimento desordenado, aumentaram a vulnerabilidade da cidade a inundações severas.
Enchentes crônicas
Relatórios e inquéritos civis levantados pelo Ministério Público paulista desde 2016 destacam que bairros como Moema, Vila Andrade e Butantã, sofrem com enchentes crônicas devido à canalização de córregos e à ocupação irregular do solo nas áreas de várzea, terrenos historicamente destinados ao escoamento natural da água da chuva. O inquérito ressalta que treinamentos e medidas que poderiam ter sido implementados — como planos de contingência, desobstrução e obras de drenagem — ainda não foram efetivados, agravando o problema.

Piscinões
Especialistas alertam que a simples construção de piscinões — grandes reservatórios de retenção de água — não é solução suficiente. Embora ajudem a conter picos de enchentes, eles não substituem investimentos em infraestrutura verde, como jardins de chuva, biovaletas e calçadas permeáveis, que aumentam a capacidade de retenção do solo e reduzem o volume de escoamento superficial.
Um relatório técnico municipal aponta que muitos sistemas de micro e macrodrenagem estão desatualizados, e a manutenção insuficiente de galerias e bocas de lobo contribui para o entupimento e o bloqueio do fluxo de água durante eventos de chuva intensa. Sem ações corretivas, com a população não contribuindo e jogando lixo nas ruas, as enchentes tendem a se repetir com igual ou maior severidade nos próximos anos.
Para especialistas, a solução passa por uma combinação de medidas estruturais tradicionais com abordagens de urbanismo ecológico, priorizando a preservação de áreas permeáveis e o fortalecimento da capacidade natural de escoamento de água.


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