Mercado de imóveis de alto padrão cresce no Morumbi e Pinheiros

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O mercado de imóveis residenciais de alto padrão em São Paulo manteve desempenho positivo em 2025. Segundo levantamento da ”Startup Pilar”, com base em dados do ITBI (Imposto sobre transmissão de bens imóveis), as vendas de unidades acima de R$ 2 milhões recuaram 11% no primeiro semestre em comparação com o segundo semestre de 2024. Na comparação anual, porém, o segmento registrou crescimento de 7%, indicando resiliência em um cenário de juros elevados e inflação persistente.
Morumbi cresce
O Morumbi, por sua vez, tem mostrado sinais de recuperação, com avanço tanto no VGV quanto no valor médio das transações. O bairro tem atraído compradores em busca de imóveis mais amplos e áreas externas, características valorizadas no período pós-pandemia, além de apresentar preços mais competitivos em relação a regiões como o Jardins.

Pinheiros teve maior crescimento
Outro destaque do semestre foi Pinheiros, que registrou o maior crescimento entre todas as regiões analisadas. O bairro dobrou o número de vendas e apresentou alta de 120% no VGV em comparação ao primeiro semestre de 2024, impulsionado pelo processo de revitalização urbana, especialmente no entorno do largo da Batata
Vila Nova e Morumbi têm maior volume financeiro
As regiões oeste e sul seguem como a região mais valorizada da cidade, movimentando R$ 4 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) no semestre. Dentro desse recorte, a Vila Nova Conceição liderou em volume financeiro, com R$ 648 milhões em vendas. Já o Jardim Paulistano apresentou o maior ticket médio do período, de R$ 14,2 milhões por transação, cerca de 40% acima do registrado no Morumbi, que ocupou a segunda posição, com ticket médio de R$ 10 milhões.
Jardins se destacam
Segundo Abramovay, bairros tradicionais do eixo Jardins continuam se destacando por atributos como localização central, infraestrutura consolidada, oferta de serviços exclusivos e forte tradição urbana, fatores que tornam sua valorização menos suscetível a ciclos bruscos de queda. Ainda assim, a expectativa é de um crescimento de preços mais moderado nos próximos períodos.
Apesar da desaceleração frente ao segundo semestre de 2024, o desempenho anual positivo reforça a força do segmento de alto padrão, que depende menos de crédito e tende a reagir de forma mais sólida a expectativas de queda nos juros.


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