Moradores reclamam de água da Sabesp com odor ruim e coloração escura
Moradores do Butantã e Morumbi da Zona Oeste e Santo Amaro, Capão Redondo, Interlagos, Cidade Dutra, Vila São José, Cidade Ademar e Grajaú na Zona Sul relatam que estão recebendo água da Sabesp com coloração escura e com forte odor em suas casas, o que já ocorreu no mês de fevereiro deste ano. De acordo com depoimentos, a água que sai das torneiras apresenta colorações que variam entre amarelada, esverdeada e marrom, e seu cheiro assemelha-se ao de enxofre. Isso tem gerado preocupação e desconforto entre os moradores.
Declarações de moradores
"Parece que vem direto da represa para a torneira, sem tratamento nenhum", desabafa J.C. Sua vizinha, L. F. relata que, ao tomar banho, tem sentido coceira e seu filho, de seis meses, desenvolveu dermatite.
No Capão Redondo, I. S, constata que a água está saindo suja de sua torneira e, por isso, passou a comprar água em galões.
Demora de atendimento da Sabesp
Moradores de vários bairros afetados compartilham suas experiências em grupos de redes sociais e reclamam da demora da Sabesp, responsável pela distribuição de água, em atender às solicitações de vistoria, além de promover um desabastecimento 24/48 horas sem água, o que gera novos problemas para a população.
Além disso, muitos enfrentam a falta d'água na região. Em um relato, G. F. do Parque Alto do Rio Bonito, revela que a água em sua residência acaba logo no início da noite e só volta após as 6h da manhã. Surpreendentemente, sua conta de água aumentou 400% em comparação ao mês passado, saltando de R$ 120 para R$ 480.
I. S. também declara estar lidando com desabastecimento no Capão Redondo. Às 16h, na segunda-feira (24), ela já não tinha água. "Isso sempre aconteceu por aqui, mas antes começava umas 22h30, depois 19h, e agora já no começo da tarde", conta.
A posição da Sabesp
Em fevereiro deste ano, Samanta Souza, então diretora de relações institucionais e sustentabilidade da Sabesp, explicava que o crescimento populacional tem sobrecarregado a tubulação que retira água da represa de Guarapiranga, responsável pelo abastecimento na região. "Se um duto foi projetado para atender mil residências, ele vai ter problemas quando a demanda cresce muito", afirma. Ela acrescenta que esse problema se agrava em períodos de clima quente e seco, quando o consumo de água aumenta.
Sobre o forte odor de produtos químicos, cloro em excesso e cor escura, a Sabesp sempre coloca a “culpa” nas algas, organismo aquáticos que “invadem” a represa, mas não são combatidos a sua proliferação, e o problemas volta a se repetir ano a ano.
Fonte:
https://noticiasaominuto.com.br