Governo de SP adia novamente leilão da nova sede administrativa nos Campos Elíseos

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O governo de São Paulo adiou, pela segunda vez, a entrega de envelopes e o leilão da parceria público-privada (PPP) que definirá a concessionária responsável pela construção do Novo Centro Administrativo Campos Elíseos, no centro da capital. A abertura das propostas estava prevista para esta segunda-feira (24/11) e o leilão para a próxima sexta (28/11), mas novas datas serão anunciadas nos próximos dias.
Segundo a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), empresas interessadas solicitaram mais tempo para concluir a apresentação de garantias e finalizar documentações complementares. A gestão Tarcísio de Freitas afirmou que o pedido é “comum em projetos de grande porte” e que o ajuste busca garantir maior competitividade e segurança ao certame. O processo já havia sido adiado anteriormente: o leilão estava originalmente marcado para 10 de outubro.
A CBN apurou que ao menos três consórcios seguem interessados na PPP. O governo aguarda respostas do setor privado a modificações feitas no edital. Caso os pedidos sejam apenas ajustes técnicos, o leilão pode ocorrer ainda em 2025. Porém, se forem necessárias mudanças estruturais, o prazo poderá se estender em até 45 dias, o que praticamente inviabilizaria a realização neste ano.

Orçado em cerca de R$ 6,9 bilhões — dos quais R$ 3,6 bilhões serão aportados pelo governo — o projeto é considerado estratégico pela atual gestão. A nova sede pretende reunir aproximadamente 22 mil servidores em um complexo moderno e sustentável, consolidando a requalificação da região dos Campos Elíseos e integrando ações voltadas ao enfrentamento da Cracolândia.
A mudança do centro administrativo também envolve a desativação do Terminal Princesa Isabel e a desapropriação de cerca de 230 imóveis na área, etapas previstas para 2026. O projeto integra o Programa de Parcerias de Investimentos do Estado (PPI-SP), que reúne mais de 30 iniciativas e uma carteira estimada em R$ 550 bilhões em investimentos nas áreas de mobilidade, rodovias, energia, água e desenvolvimento social.
Em agosto do ano passado, o escritório Ópera Quatro venceu o concurso arquitetônico para o desenho do novo complexo. O governo argumenta que a centralização das secretarias permitirá reduzir custos e impulsionar a revitalização do centro da cidade.


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