400 árvores vão cair para construção de prédios na divisa da Vila Sônia e Ferreira

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A Secretaria do Verde e Meio Ambiente autorizou a supressão da vegetação de aproximadamente 400 árvores frondosas, em uma chácara (conhecida historicamente como residência da família “Jack London”) formada com espécies cinquentenárias de resquícios da Mata Atlântica, localizada entre a Av. Professor Francisco Morato, rua Alfredo Mendes da Silva e Av. Guilherme Dumont Vilares, no Jardim Jussara, entre a Vila Sônia e Ferreira.
 

Verticalização desenfreada
No local funcionava o ‘Hotel Pet Chácara do Morumbi’, a casa de repouso para idosos, ‘Saint Marie Morumbi’ e residências, respeitando a fauna e flora da área. Agora a ‘Incorporadora Tenda’ pretende realizar a construção de mais um empreendimento imobiliário, com área total anunciada de 2.500 metros quadrados de terreno, com apartamento de 31 metros quadrados, usando o slogan de moradia popular “Minha casa, Minha vida - Max Vila Sônia” e aproveitando a mídia da futura Estação Chácara do Jockey do Metrô da Linha 4 Amarela, que caminha em direção à Taboão da Serra. A localização é Av. Guilherme Dumont Vilares, 125 – Jardim Jussara (e não Jardim Londrina)

 

Comunidade desaprova
Moradores e ambientalistas já lançaram abaixo-assinado, reclamam da devastação e confirmam haver árvores centenárias, plantas frutíferas (como jabuticabeiras e amoreiras), macacos , saruês e grande vida de pássaros. Vídeos mostram habitação de saguis, tucanos e outros animais. O caso gerou mobilização de associações e entidades locais e a Promotoria de Justiça do Meio Ambiente chegou a pedir a suspensão da obra, (Processo de autorização de corte SEI número 6027.2024/0013848-7 – TCA 245/2025 até 10/072026) apontando "danos irreversíveis ao patrimônio ambiental". A Justiça autorizou a retomada das atividades ­posteriormente.

 

Compensações esdrúxulas
No mínimo 384 árvores serão cortadas, embora notícias mais recentes mencionem que a construtora retirará 118, após um acordo com a Prefeitura e a Justiça. “A construtora deverá plantar 221 mudas nativas e pagar cerca de R$ 2,5 milhões ao fundo municipal de ambiente, como medida de compensação ambiental”, mostrando que nossas leis de preservação vão totalmente contra a vida animal, vegetal e tudo contra o que a COP 30 teve como princípios de melhorias ao meio ambiente.


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