Comunidade pinheirense denuncia muito barulho
Moradores de Pinheiros relatam conviver diariamente com níveis de ruído considerados insuportáveis, especialmente em função de obras em um prédio comercial localizado na Rua Cardeal Arcoverde, nº 1745. De acordo com relatos obtidos pela Gazeta de Pinheiros, os trabalhos acontecem de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h, e aos sábados das 7h às 18h, gerando barulhos constantes de marteladas e equipamentos elétricos, como furadeiras e lixadeiras, que afetam seriamente a rotina da vizinhança.
Denúncias
“Há 15 anos faço denúncias na Prefeitura e na Polícia Militar, já contabilizei mais de 500 ligações por telefone. Nada foi resolvido até hoje. Passamos dia após dia sem descanso, sem paz, sem sossego. Viver dentro de casa, que deveria ser nosso refúgio, tornou-se impossível”, relatou um morador, que pediu para não ser identificado. Segundo ele, mesmo com todas as janelas fechadas, é possível ouvir o ruído de forma nítida, tornando a residência um “canteiro de obras” permanente.
Bares prejudicam
A situação se agrava nos finais de semana, quando bares próximos também aumentam o volume do som, mantendo a vizinhança sob ruído elevado entre 16h e meia-noite. Especialistas consultados pela Gazeta de Pinheiros afirmam que a exposição contínua a sons acima do limite aceitável pode provocar problemas físicos e psicológicos, incluindo perda de audição, alterações no sono, estresse, ansiedade e agravamento de doenças cardiovasculares.
Fiscalização ineficiente
Denúncias semelhantes já haviam sido registradas em outros pontos de Pinheiros nos últimos anos, mas, segundo moradores, a fiscalização continua insuficiente. “O que observamos é uma total ausência de medidas efetivas para conter o impacto do ruído urbano, mesmo quando há comprovação de infrações e irregularidades”, afirma um técnico ouvido pela reportagem.
Para os moradores, a questão vai além do incômodo: trata-se de um direito fundamental à saúde e à tranquilidade dentro do próprio lar. “Não temos para onde fugir. A cidade deveria garantir nosso direito de viver em paz, mas, por enquanto, convivemos com um barulho constante que nos adoecerá se nada for feito”, desabafa o morador.