Ruas continuam sendo esburacadas pela Sabesp

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Moradores e motoristas da região dos bairros Morumbi e Butantã, vivenciam uma realidade recorrente: inúmeras valetas e buracos deixados após intervenções da Sabesp, em dezenas de vias, até as que já haviam recebido fresamento e recapeamento asfático, gerando transtornos e insegurança. Segundo o secretário das Subprefeituras, cerca de 71% dos buracos abertos na capital são atribuídos à Sabesp que não cumpre adequadamente a recomposição do solo pós-obra.
Valetas abandonadas
Em diversas ruas da região, como Mandissununga, David Ben Gurion, Manoel Jacinto, Angelo Di Vernieri, Desidério Ferreira, Frei Bonifácio Dux e dezenas de outras, relatos apontam para obras de captação de água ou reparo de vazamentos, que geraram a abertura de centenas de valas, muitas vezes sem cronograma claro de fechamento ou recapeamento extremamente demorado. Em um dos casos, um morador cadastrou no site de reclamações que houve escavação em 16/09/25 e, até a data da queixa, o asfalto permanecia com desnível de mais de quatro dedos — “a rua está toda esburacada e cheia de lama”.

Empresas contratadas fazem péssimos serviços
O problema se estende além da zona oeste, onde moradores denunciaram recapeamentos que rapidamente se tornaram trincados e esfarelados após obras da Sabesp. Essas falhas colocam em questão a qualidade da contratação das empresas terceirizadas, que abandonam as valetas enormes e sequenciais, mostrando que não existe fiscalização da estatal. Em um caso, um morador disse: “A Sabesp vem, cava os buracos… fecha de qualquer maneira e após alguns dias, afunda tudo de novo, porque o acabamento é malfeito”.
Cronograma
Em resposta à pressão, a Prefeitura anunciou medidas para evitar que concessionárias abram buracos em ruas recém recapeadas: agora, as empresas receberão antes o cronograma de recapeamento e poderão atuar de forma alinhada — além de enfrentar multas mais altas.
Buraqueira continua
Entretanto, os moradores dizem que, enquanto isso, as condições das vias pioram: além da buraqueira, há interrupções de trânsito imprevistas, risco de acidentes, lama nas valas abertas e falta de prazo para conclusão das obras. A situação no Morumbi e Butantã demanda ações imediatas — não apenas promessas de planejamento futuro.


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