Privatização e abandono aumentam insegurança em áreas da Sabesp
A privatização da Sabesp tem provocado crescimento da insegurança e do abandono em suas unidades operacionais, segundo alertam sindicatos e trabalhadores. No dia 18 de outubro, o ‘Sifão 16’ sofreu mais um assalto por volta das 18h, com furtos de cabos e painéis elétricos. O episódio comprometeu o sistema Rio Claro, interrompendo o abastecimento de água e colocando em risco a segurança de funcionários e da população.
“Eficiência privada”
O Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema) denuncia que a situação é resultado direto da privatização e do que chama de “eficiência privada”. Locais sem porteiros, operação reduzida a um único operador e ausência de vigilância tornaram-se rotina, aumentando os riscos de acidentes, roubos e falhas operacionais.
“Desmonta equipes”
Desde que o governo de Tarcísio de Freitas iniciou o processo de privatização da companhia, o foco da Sabesp deixou de ser o serviço público, segundo o sindicato. “O avanço da insegurança é consequência direta de um modelo que desmonta equipes, terceiriza responsabilidades e fragiliza a estrutura operacional da empresa”, afirma a direção do Sintaema.
Os impactos da precarização vão além da segurança: o abastecimento de milhões de pessoas pode ser interrompido a qualquer momento devido à falta de manutenção, ataques criminosos e ausência de protocolos de prevenção. O sindicato alerta que situações como a registrada no ‘Sifão 16’ devem ser encaradas como risco sistêmico, e não como incidentes isolados.
O Sintaema exige providências imediatas, incluindo reforço da segurança, contratação de pessoal e condições dignas de trabalho. “A vida dos trabalhadores e trabalhadoras, assim como o abastecimento da população, não podem ficar reféns da negligência privatista da nova gestão da Sabesp”, afirmam os representantes sindicais.
Interrupção no fornecimento
Enquanto a gestão da Sabesp não apresenta soluções concretas para o problema, a realidade das unidades operacionais expõe os efeitos do modelo privatizado: corte de custos, redução de equipes e aumento da vulnerabilidade física e operacional. Para especialistas e trabalhadores, a combinação desses fatores tende a gerar mais interrupções no fornecimento de água e comprometer a segurança dos profissionais e da população que depende do serviço.