Moradores e ambientalistas voltaram a denunciar supressões de árvores no Instituto Butantan, na zona oeste, apesar de recomendações anteriores do Ministério Público (MP) para a paralisação das atividades de degradação ambiental no local. O órgão já havia emitido, em setembro de 2022, um parecer exigindo providências urgentes diante do manejo de vegetação protegida e de intervenções em prédios históricos, em uma área tombada pelo Conpresp e Condephaat.
Segundo relatos, mesmo após a abertura de uma grande clareira com a derrubada de milhares de árvores, a instituição estaria realizando novos cortes. Documentos apontam que mais de 700 exemplares podem ser suprimidos em breve, somando-se às cerca de 3 mil árvores eliminadas no último ano para supostas obras como estacionamentos e restaurantes. A comunidade acusa ainda o Instituto de não cumprir a exigência de replantio das árvores removidas em anos anteriores. “Nunca vimos biólogos avaliando as espécies ou verificando a existência de ninhos. Alegam medidas fitossanitárias, mas não há transparência”, afirma um morador ouvido pela Gazeta de Pinheiros.
O Ministério Público informou que instaurou inquérito civil para apurar os cortes e supressões de vegetação no endereço da Avenida Vital Brasil, 1500. Uma reunião entre as partes está prevista breve, quando poderão ser definidas novas medidas ou ações judiciais.