A transformação da Chácara da Fonte Peabiru em parque municipal enfrenta obstáculos jurídicos e administrativos desde a década de 2000. Localizada no Butantã, a área de 35.400 m², rica em nascentes e vegetação nativa, é considerada patrimônio ambiental e cultural, sendo tombada pelo Conpresp em 2012 e classificada como Zona Especial de Proteção Ambiental (ZEPA).
Apesar do decreto de utilidade pública emitido pela Prefeitura em 2011, a área ainda não foi entregue à população. A disputa judicial em torno do valor de indenização aos antigos proprietários permanece em andamento, com um depósito judicial de R$ 5.163.493,20 realizado em 2022 . No entanto, a Prefeitura recebeu a imissão de posse em outubro de 2022 e iniciou ações de vigilância e planejamento para a implantação do parque .
A comunidade local, representada pela Associação Cultural do Morro do Querosene, segue mobilizada. Em maio de 2024, moradores conseguiram acessar a área pela primeira vez desde a imissão de posse, destacando a beleza natural do local . Além disso, um documentário produzido por Cecília Pellegrini resgata a importância histórica e cultural da nascente do Peabiru, associada a um antigo caminho indígena que ligava o Peru ao litoral paulista.