Parque Villa-Lobos: críticas à gestão privada e falta de respostas
A administração do Parque Villa-Lobos pela concessionária privada ‘Reserva Parques’ continua a gerar insatisfação entre frequentadores e moradores da zona oeste de São Paulo. Apesar das críticas recorrentes desde 2022, a comunidade ainda aguarda respostas efetivas das autoridades competentes, incluindo a ARSESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), a Secretaria de Parcerias e Investimentos (SPI) e o Conselho Gestor do Parque.
Palco de shows
Usuários relatam que o parque, antes um espaço público de lazer democrático, tem se transformado em um ambiente mais voltado para eventos comerciais do que para o bem-estar da população. “O Villa-Lobos virou um grande palco de shows. O som invade minha casa mesmo com janelas fechadas. Já não é possível usar o parque como antes, em paz”, afirmou um morador em entrevista à Gazeta de Pinheiros.
Deterioração das instalações
Além do aumento no número de eventos, há relatos de deterioração das instalações e falta de manutenção. “Fizeram muito pouco. A não ser instalações que geram lucro. Banheiros ruins, bebedouros idem”, comentou um frequentador em pesquisa realizada pela Gazeta de Pinheiros.
Entidades reclamam
Entidades como a SAAP (Sociedade Amigos do Alto de Pinheiros) e a Sociedade Amigos do Bairro City Boaçava têm se manifestado contra a gestão atual, apontando para a descaracterização de espaços e a elitização do parque. “Destroem o Campo de Futebol 1 do Villa-Lobos e no lugar vira uma bela prainha com várias opções de quiosques para alugar. Parabéns aos nobres gestores!”, lamentou um frequentador em depoimento à Gazeta de Pinheiros.
Sem respostas
A falta de diálogo e respostas por parte da Reserva Parques e das autoridades competentes tem gerado um sentimento de abandono entre os usuários. “Fiquei triste e revoltada! E ainda não sei como protestar!”, desabafou uma moradora.
Enquanto isso, o parque segue sendo palco de discussões sobre sua gestão e futuro, com a comunidade aguardando ações concretas que atendam às suas necessidades e preservem o caráter público e acessível do espaço.