Sucesso na caminhada da comunidade em defesa dos Parques Lineares Charque Grande-Ibiporã e Pires Caboré

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No dia 31 de agosto, moradores de Vila Suzana, Jardim Londrina, Monte Kemel e outros bairros da Vila Sonia, realizaram uma grande caminhada em defesa dos Parques Lineares Charque Grande-Ibiporã e Pires Caboré, que juntamente com o Parque Chácara do Jockey, estão ameaçados pelos impactos da expansão da linha 04 amarela do metrô.
Mobilizar a comunidade
A caminhada teve como objetivo mobilizar a comunidade para defender as áreas verdes e os córregos Charque Grande e Pires, onde estão previstas intervenções que podem colocar em risco o lençol freático e a qualidade socioambiental da região.  A situação se agrava com o projeto de instalação da estação de metrô dentro da área do Parque Chácara do Jockey.

Reduzir os impactos da obra
Devido à pressão da sociedade civil, em especial do Movimento Parque Chácara do Jóquei, foi possível reduzir os impactos da obra no parque. O movimento defende o metrô e o transporte público, mas ressalta a importância de adequar as obras para minimizar os danos ambientais.
Plantio de árvore para marcar o evento
A caminhada começou na Praça Vila de Sintra, que marca o início do Parque Linear Pires Caboré e o ponto de conexão entre os 2 parques lineares. O grupo seguiu pelo Parque Linear Charque Grande-Ibiporã até a Avenida Professor Francisco Morato, onde há previsão de intervenções que podem prejudicar o fluxo das águas e seu entorno. Durante o percurso, foi plantada uma árvore nativa para simbolizar a importância da preservação da mata local.
Causas ambientais
A mobilização foi organizada pelo Movimento Pró Parque Linear Charque Grande Ibiporã. Além dos moradores da região, a manifestação contou com a participação de movimentos ativistas socioambientais e parlamentares municipais. A caminhada mostrou que a sociedade está cada vez mais engajada e sensível às causas ambientais.
Depoimentos e a importância da preservação
" Nossos parques lineares têm papel fundamental na drenagem sustentável das águas urbanas devolvendo imenso volume delas ao lençol freático para nosso consumo e minimizando as enchentes nessa região que já possui 4 piscinões bem próximos. Nosso sonho de proteger e preservar esses pequenos oásis, e com um transporte público incrível tão necessário a todos de qualidade como o metrô (que aguardamos há duas décadas), tem se transformado em pavor e pesadelo. Tememos a destruição da mata, da fauna e nossos rios, e o aumento de enchentes mais severas, além  da escassez hídrica e mudanças climáticas que já estamos a enfrentar. Não é possível que, em pleno 2025, com tantos avanços tecnológicos e recursos de uma metrópole seguimos repetindo erros do passado. Queremos uma solução que contemple a mobilidade urbana, a preservação ambiental, a qualidade de vida e saúde das pessoas, e com economia de recursos." Afirmam representantes do COLETIVO PQBT-18,  do Parque Linear Charque Grande-Ibiraporã.


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