Moradores e entidades ambientais se mobilizam contra o projeto chamado "Nova Raposo", com o complemento de um mini rodoanel de quase 18 km que ligaria as rodovias Raposo Tavares, Régis Bittencourt e Castelo Branco, atravessando áreas de Mata Atlântica entre Cotia, Embu das Artes e Itapecerica da Serra.
Ambientalistas alertam que o traçado deve destruir cerca de 17 km² de floresta nativa, impactar ao menos 94 nascentes e romper corredores ecológicos da APA Embu Verde e da Reserva Florestal Morro Grande — áreas essenciais para a captação de água e regulação climática da metrópole). O SEAE (Sociedade Ecológica Amigos de Embu) afirma que a região abriga fauna sensível, incluindo espécies como quatis, veados e jaguatiricas, que poderiam perder seu habitat com a intervenção.
O movimento “Nova Raposo Não”, aderido por mais de 80 organizações da Grande São Paulo, contesta a ausência de participação pública no processo. Foram realizadas apenas duas audiências públicas com poucas pessoas presentes e sem divulgação ampla. Técnicos e moradores realizaram uma audiência pública extra em Embu das Artes, reunindo cerca de 100 participantes para debater impactos ambientais, sociais e jurídicos.