Rua Clementine Brenne sofre com tráfego pesado e violações legais durante eventos no Morumbi

Por
2 Min

A Rua Clementine Brenne, localizada em Zona Exclusivamente Residencial (ZER-1) entre a Avenida Armando Trompowsky e a Rua Ernest Renan, tem enfrentado agravamento no tráfego e poluição sonora durante os dias de eventos no Estádio Cícero Pompeu de Toledo do Morumbi. Classificada como via local pela Lei nº 16.050/2014, a rua possui apenas 10 metros de largura total e leito carroçável de 7 metros, com inclinação longitudinal de 15%.
Rota alternativa
Apesar de suas limitações físicas e da proibição, segundo a ‘Portaria DSV 022/92’, de tráfego de veículos que não sejam de serviços públicos, a via é utilizada como rota alternativa por seis linhas de ônibus e caminhões, sempre que há bloqueio da Praça Roberto Gomes Pedrosa. A situação, já precária, torna-se crítica na curva no início da rua, onde veículos de grande porte ocupam praticamente toda a pista.

Denúncias
Moradores denunciam o problema desde 2019 ao Conseg Morumbi e outros órgão públicos municipais, sem retorno efetivo da CET, da SPTrans ou da Prefeitura. “Vistoria técnica da CET (nº 0025.08345/23-73) confirmou a sinalização inadequada e a inadequação do tráfego intenso à rua local”, informam.
“Além do trânsito, o ruído provocado por ônibus e caminhões em subida chega a 80 decibéis, violando os limites legais estabelecidos pela Lei nº 16.402/2016 e pela norma ABNT NBR 10151:2019. Esses valores ultrapassam os 50 dB permitidos em zonas residenciais durante o dia e os 45 dB à noite”, informa W.B.
Passarela de pedestres
A proposta apresentada por moradores e técnicos da região é a construção de uma passarela de pedestres sobre a Avenida Giovanni Gronchi, com capacidade para 200 pessoas por minuto. A estrutura seria integrada ao novo projeto viário da região e permitiria o retorno das linhas de ônibus ao trajeto original, preservando a qualidade de vida na ZER-1.
Por final a crítica é que a situação na Rua Clementine Brenne contraria diretamente os princípios da “Frente Parlamentar pela Paz Sonora Urbana”, que defende a redução da poluição sonora nas cidades e o respeito ao direito ao silêncio. Especialistas alertam para os riscos à saúde causados por exposição prolongada a ruídos intensos, como distúrbios do sono, estresse e doenças cardiovasculares.


Notícias Relacionadas »