Zona Sul tem mais casos de COVID-19 e acende alerta de atenção

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A Zona Sul de São Paulo vem registrando aumento expressivo de casos de Covid‑19 nas últimas semanas, reacendendo preocupações com a circulação do vírus em áreas densamente povoadas. Dados divulgados pelo Metrópoles indicam que, nas primeiras dez semanas epidemiológicas de 2025 — de janeiro a março — o estado de São Paulo registrou 356 óbitos por Covid, o equivalente a cerca de cinco mortes por dia. Na capital, foram 62 mortes no mesmo período, além de 14,3 mil casos confirmados no ano.
Especialistas apontam que a atual alta de casos pode estar relacionada à sazonalidade e à baixa adesão à vacinação. A infectologista Mirian Dal Bem, do Hospital Sírio‑Libanês, alerta que “a Covid pode ser imunoprevinível”, mas observa que a cobertura das doses de reforço permanece aquém do ideal. Dados do Ministério da Saúde apontam que apenas 56% da população recebeu a terceira dose monovalente, e menos de 22% tomou a vacina atualizada contra variantes modernas.
A Fiocruz também chamou a atenção para o crescimento dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). No Brasil, quase 42% dos SRAG foram confirmados como Covid, enquanto quadros de influenza A e VSR (vírus sincicial respiratório) respondem pelo restante. Em São Paulo, o balanço de hospitalizações aponta pressão crescente sobre o sistema público, especialmente em casos graves e internamentos prolongados.

Na Zona Sul, com grande concentração de residências e idosos, esse cenário exige atenção redobrada. A recomendação das autoridades sanitárias é reforçar a vacinação, inclusive com doses bivalentes para maiores de 60 anos, gestantes e imunossuprimidos, e retomar medidas como o uso de máscaras em transportes e espaços fechados.
Apesar de ainda não caracterizada como “nova onda”, a retomada na circulação do vírus representa um alerta. A combinação de vacinação incompleta, encontros pós-festividades e relaxamento de medidas aumenta o risco de expansão comunitária. A recomendação unânime é retomar cautela: proteger os grupos vulneráveis, manter ventilação adequada em ambientes internos e seguir acompanhando o cenário epidemiológico.
Em resumo, a Zona Sul enfrenta uma retomada discreta, mas significativa, de Covid‑19 e de SRAG. Reforçar vacinas e adotar medidas preventivas são ações urgentes para evitar agravamento.


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