Após campanha da Gazeta de Pinheiros a Prefeitura abre consulta pública para requalificação do Largo da Batata
A Prefeitura de São Paulo abriu uma nova etapa de consulta pública para discutir o futuro do Largo da Batata, em Pinheiros. Os pedidos para os estudos da revitalização, surgiram após campanha realizada em 2024/25 pela Gazeta de Pinheiros com engenheiros, ambientalistas, entidades do bairro e a comunidade, junto à Subprefeitura, que foram aprovadas pelo prefeito Ricardo Nunes. A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL) em parceria com a São Paulo Urbanismo, ficará disponível até o dia 7 de julho na plataforma online Participe+. A proposta é coletar sugestões da população para a elaboração de um projeto de requalificação da área, reconhecida por seu papel histórico e estratégico na cidade.
Reestruturação é luta da Gazeta de Pinheiros com a comunidade
A Gazeta de Pinheiros sempre vem demonstrando alternativas possíveis ao atual estado do Largo da Batata e têm publicado em várias edições sugestões, para revitalização do Largo da Batata. Procurando traçar alguns parâmetros de melhorias desta praça pública, que foi reconfigurada há mais de dez anos pela Prefeitura, sem que a população a aprovasse como praça aconchegante ao lazer, bem como visualmente, funcional e de estética decifrável. Os jornais, desde as suas fundações, intermediam as associações de bairros, junto à administração das subprefeituras e aos demais órgãos públicos.
Reuniões Tal movimento gerou na Prefeitura uma mobilização por alternativas. Desse modo, foram promovidas reuniões com arquitetos, urbanistas e engenheiros com uma ligação histórica com o bairro. Em encontros realizados em 2024 e no ano passado, na sede da Gazeta, estiveram reunidos o então subprefeito na época Leonardo Casal Santos, Nadir Mezerani, professor, arquiteto e urbanista e diretor da Gazeta de Pinheiros, que mostrou várias alternativas de melhoria do local, inclusive promoveu reuniões com Tito Lívio e novos projetos alternativos; Marcos Leite Bastos, arquiteto e urbanista; Jorge Rubies, advogado, empresário do setor imobiliário, fundador e presidente da ‘Associação Viva Faria Lima’; Roberto Frias, engenheiro e da Associação Comercial de São Paulo; Nelson Covas, engenheiro civil; Francisco Eduardo Pereira, professor, filósofo e engenheiro; Coronel Wagner Soares, consultor em segurança pública com aplicação em videomonitoramento de espaços públicos e zeladoria; Wagner Farias, diretor do Grupo1 de Jornais e presidente da AJORB, Associação dos Jornais e Revistas de Bairros de São Paulo e Ana Lúcia Donnini, diretora do Grupo 1 de Jornais.
Oito perguntas Na plataforma digital, os participantes têm acesso a um relatório detalhado com informações sobre o contexto histórico do Largo da Batata, os projetos urbanísticos anteriores, os instrumentos legais que regem a região e uma análise urbana com foco nas potencialidades e desafios atuais. A partir desse material, os cidadãos são convidados a responder oito perguntas que abordam a forma como utilizam o local, suas percepções sobre o espaço e propostas para melhorias. O processo participativo também foi motivado por uma manifestação de interesse social protocolada pelo ‘Instituto Jacarandá’, entidade que colabora tecnicamente com a prefeitura. A proposta prevê a oferta de subsídios técnicos, diretrizes urbanísticas e estudos prévios que servirão de base para a definição do novo projeto para o espaço.
Histórico O Largo da Batata possui uma longa trajetória de transformações. O local ganhou importância ainda no século XVI, com os primeiros núcleos de ocupação da região de Pinheiros. No início do século XX, o crescimento do comércio local, impulsionado principalmente por imigrantes japoneses que vendiam batatas na região, deu origem ao nome popular que só foi oficializado por lei em 2012. Com a abertura da Avenida Faria Lima, em 1968, e posteriormente com a chegada da Estação Faria Lima do Metrô, o entorno passou por profundas mudanças, consolidando-se como um ponto de intersecção entre mobilidade, comércio e vida urbana.
Operação Urbana Nos anos 1990, a Operação Urbana Faria Lima alterou o uso e a ocupação do solo na área, abrindo caminho para novos empreendimentos e intervenções. Em 2001, o Largo foi formalmente incluído no plano urbanístico da cidade, iniciando um processo de requalificação que nunca se concretizou plenamente.
A atual consulta pública representa uma nova chance de transformar o Largo da Batata em um espaço mais inclusivo, funcional e condizente com as necessidades dos moradores e frequentadores. Ao ampliar o diálogo com a população, a prefeitura busca construir um projeto de requalificação mais alinhado com os desejos coletivos e com a história urbana da região.