Intervenção artística denuncia impactos da Nova Raposo sobre fauna, flora e mobilidade urbana

Por
3 Min

A intervenção artística Raposo, realizada recentemente às margens da Rodovia Raposo Tavares, foi uma ação pacífica que buscou chamar a atenção para os impactos ambientais e sociais do projeto de ampliação da via. Com mensagens como “Deixe-me viver” e “Sem árvores, sem vida”, a intervenção destacou a importância da fauna e da flora locais, por meio de desenhos de animais silvestres presentes em parques e áreas verdes da região.
“A intervenção foi uma forma de sensibilizar a população sobre tantas perdas que teremos com esse projeto da Nova Raposo”, afirma José Jacinto, um dos idealizadores. “Não houve resistência e tão pouco aconteceram diálogos com autoridades e a concessionária”, acrescenta.
A intervenção permaneceu montada até a noite do dia 10 de junho, às 19h30, e recebeu diversos elogios de moradores e simpatizantes da causa ambiental. Ainda assim, os organizadores têm dúvidas sobre a repercussão da ação entre os usuários da rodovia.
Uma das participantes da intervenção relatou a boa recepção nas redes sociais: “Percebi uma aprovação inquestionável à nossa intervenção. Gostei particularmente das falas que apontam a necessidade de ampliar e multiplicar esse tipo de atividade”. Segundo ela, as oficinas preparatórias reuniram em média quatro a cinco pessoas, e no dia da instalação havia nove participantes.
“Que se multiplique e que dê frutos para preservar nossas árvores e possa introduzir a super importante discussão da mobilidade, sem a qual não resolveremos nada”, concluiu.
A crítica central do grupo é que a ampliação da rodovia com mais faixas e desapropriações não resolve os problemas de mobilidade urbana. Para os artistas, ampliar a malha viária sem repensar os modos de transporte é insistir em um modelo insustentável.
Segunda audiência popular contra “Nova” Raposo
Representantes femininas do ambientalismo em Embu, Cotia, Itapecerica da Serra e São Paulo estão unidas para combater o projeto “Nova Raposo”, que pode causar graves danos ambientais na região. O empreendimento ameaça cortar ao meio essas cidades, destruindo centenas de nascentes, milhares de árvores e comprometendo a produção de água para milhões de pessoas, além de colocar em risco a fauna silvestre local. A 2ª Audiência Popular será realizada no dia 14 de junho, às 9h, na Câmara Municipal de Itapecerica da Serra. O movimento convida a população a participar, fortalecer a luta ambiental e assinar o abaixo-assinado contra o projeto.

 


Notícias Relacionadas »