Contaminação no Butantã: AkzoNobel é alvo de críticas por descumprimento de exigências ambientais
Ainda seguindo o caso ‘AkzoNobel’, o Grupo 1 de Jornais - Gazeta de Pinheiros voltou a receber réplicas das alegações da empresa sobre o caso de contaminação de solo e adoecimento da população no qual está envolvida. A ‘Akzo’ é uma multinacional holandesa que produz e comercializa tintas, revestimentos e produtos químicos, sendo uma das líderes globais no mercado, com marcas reconhecidas em mais de 150 países. As seis unidade no Brasil da empresa, contribuem com média de 10% da sua receita mundial.
Pressão dos moradores
A multinacional ‘AkzoNobel’ enfrenta crescente pressão por parte de moradores e ambientalistas devido à persistente contaminação do solo e das águas subterrâneas no bairro do Butantã. Apesar de a empresa ter reconhecido a contaminação em 2004, atribuindo-a a atividades anteriores à sua gestão, documentos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) indicam que ela não cumpriu integralmente as exigências para remediação da área afetada.
CETESB e a descontaminação do solo
Em abril de 2023, a CETESB autuou a empresa por irregularidades na área onde atualmente funciona o Shopping Auto Center Raposo, construída sobre o antigo terreno da ‘AkzoNobel’. Segundo o órgão ambiental, a construção ocorreu sem a devida descontaminação do solo, contrariando normas ambientais e colocando em risco a saúde pública.
Relatórios técnicos da CETESB, datados de 2015 e 2024, apontam que a empresa deixou de cumprir diversas exigências estabelecidas desde 2002 para a descontaminação da área. Ao todo, foram cerca de 83 medidas solicitadas, muitas das quais não foram implementadas, segundo os documentos.
Adoecimento dos moradores
Moradores da região relatam casos de doenças que podem estar associadas à exposição a solventes e outros contaminantes presentes no solo e na água. Eles cobram ações mais efetivas das autoridades para responsabilizar a empresa e garantir a segurança da população local.
Fiscalização ambiental
A AkzoNobel, por sua vez, sustenta que a contaminação é resultado de operações anteriores à sua gestão e que vem colaborando com as autoridades para mitigar os impactos ambientais. Entretanto, a falta de cumprimento das exigências estabelecidas pela CETESB levanta dúvidas sobre o comprometimento da empresa com a remediação da área.
A situação no Butantã evidencia a necessidade de maior rigor na fiscalização ambiental e de políticas públicas que assegurem a responsabilização de empresas por danos ao meio ambiente e à saúde da população.