Barulho, vibração e descaso: loja da “Vans” no Largo da Batata causa revolta em moradores de Pinheiros

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Inaugurada recentemente no Largo da Batata, em São Paulo, a nova loja da Vans (unida ao LAPI) prometia ser um espaço multicultural para conectar arte, música e esporte. Na prática, o que moradores da região têm experimentado é o aumento da poluição sonora, a perda da qualidade de vida e a sensação de completo abandono por parte da marca e das autoridades públicas.
O local, que abriga uma loja de 300 m² e um espaço de eventos de 500 m², na Rua Teodoro Sampaio, 2833 (junto ao Largo da Batata), tem promovido shows, exposições e atividades diversas, muitas delas com som alto, desregulado e sem qualquer isolamento acústico. “Mesmo com as portas fechadas, a vibração parecia que ia quebrar os vidros da janela. Total desrespeito”, relata B.S., moradora do entorno. Segundo ela, o incômodo é recorrente, inclusive durante a semana, afetando diretamente a rotina de quem vive na região.
Outros moradores denunciam o descaso da Vans com a vizinhança. “Já reclamei na prefeitura, no site da loja e até nas redes sociais deles. Nada muda”, afirma J.S. O sentimento de impotência é compartilhado por muitos. “Hoje está um inferno morar aqui. Falta empatia, falta civilidade, falta tudo!”, desabafa V.T.P., nascida e criada no bairro.

O evento de inauguração, criticado por seu som excessivo e público restrito, foi apontado como “nada inclusivo” e “um torturante exemplo de elitismo disfarçado de cultura”. Para F.E.D.F., o contraste com eventos populares e respeitosos, como o tradicional forró do Largo, evidencia o descuido da marca.
Enquanto a Vans celebra sua expansão no Brasil, moradores clamam por respeito. O que deveria ser um centro de cultura se tornou sinônimo de ruído, incômodo e alienação comunitária.


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