O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou nesta segunda-feira (7) a tão aguardada extensão da Linha 4-Amarela do Metrô até Taboão da Serra. O projeto prevê a construção de 3,3 km de trilhos e duas novas estações — Chácara do Jockey e Taboão da Serra — com um investimento estimado em R$ 3,4 bilhões. Apesar do tom festivo adotado pelo governo e a Prefeitura do Taboão, o anúncio expôs a fragilidade da política de comunicação e planejamento da gestão estadual: o aditivo contratual com a concessionária ‘ViaQuatro’, responsável pelas obras, ainda não foi formalizado e esclarecido à população por meio de audiências públicas. Também há muitas dúvidas que não foram esclarecidas à comunidade, ambientalistas e moradores, sobre as desapropriações e interferência dentro do parque do Jockey, (campanha para instalação desta área verde, há mais de 30 anos da Gazeta de Pinheiros e entidades, que foi finalizada em outubro de 2014), com a supressão de dezenas de árvores e destruição do meio ambiente local com obras “políticas” de grande porte, como um “bicicletário” sem nenhuma utilidade, pois não existe ciclovia na Av. Prof. Francisco Morato e a possível remoção do “Skatepark” e campo de futebol oficial. A contemplação da área verde cinquentenária, pista de caminhada e outros esportes também poderão ser afetados.
Sem contrato aditivo
No entanto, a ausência de um contrato de aditivo válido chama atenção. A assinatura formal, necessária para dar início às intervenções, ainda não foi concluída — um detalhe que o governo ignorou em sua comunicação oficial e “política”. Essa lacuna levanta dúvidas sobre a viabilidade do cronograma anunciado, que prevê o início das obras em 2025 e conclusão até 2028, um “sonho” informam engenheiros, pois as obras devem se estender no mínimo até 2032. O contrato de extensão foi inicialmente anunciado em junho de 2024, mas sem detalhes sobre prazos de concessão, custos adicionais ou obrigações da concessionária. “Todos se lembram que o Governo Alckmin anunciou a obra há mais de vinte anos atrás”, concluem.