Infestação de pernilongos e mosquitos preocupa moradores e ameaça novo surto de dengue

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O aumento da infestação de pernilongos e mosquitos tem tirado o sossego dos moradores dos bairros da zona oeste, especialmente nas áreas próximas aos Rios Pinheiros, Tietê e Represa Guarapiranga. O problema, agravado pelo calor e pelas chuvas, também eleva o risco de um novo surto de dengue, deixando a população em alerta.
Com a proliferação intensa, supermercados registram falta de repelentes, e moradores recorrem a soluções como pastilhas elétricas e “raquetes”, muitas vezes sem sucesso. A situação preocupa porque a dengue já atingiu números alarmantes na capital paulista: até outubro, foram 639.066 casos e 365 mortes. Especialistas alertam que um novo surto pode estar começando, com pico entre março e abril. O agravante é a circulação do sorotipo 3 do vírus, que não era registrado há mais de 15 anos, tornando a população mais vulnerável.
A resposta do poder público tem sido alvo de críticas. Moradores apontam que as pulverizações realizadas pela Prefeitura e pelo Estado são esporádicas e pouco eficazes. Além disso, especialistas alertam que a aplicação indiscriminada de inseticidas pode afetar o equilíbrio ambiental, prejudicando espécies como abelhas e outros insetos polinizadores. Pressionando por medidas mais efetivas, grupos como a Sociedade Amigos da Vila Madalena (SAVIMA) organizam protestos e abaixo-assinados, com mais de 18 mil assinaturas até o momento.

 

Depoimentos
“Passaram a pé pela minha casa e garantiram que iriam passar o ‘fumacê’ às 6hs da manhã, mas não escutamos nada por aqui e os pernilongos gigantes andam perturbando demais!” R.S.

 

“Muito barulho (que me acordou as 6 horas da manhã), quase nenhuma fumaça e os mosquitos continuam nos infernizando. O problema permanece como se não tivessem pulverizado”. M.O.
 

“Algum morador sabe se realmente os órgãos públicos da saúde estaduais e municipais, tomaram alguma providência com relação aos pernilongos ? Minha casa está totalmente infestada!” A.L.
 

“Aqui em Pinheiros está infestado. Temos notícias que também os moradores do Butantã e do Morumbi, estão sofrendo com os pernilongos e outros insetos”! R.G.
 

“A única ferramenta que o Estado e a Prefeitura dispõem para fazer algo a respeito é o ‘fumacê’. Ele é tóxico, mata abelhas, e causa desequilíbrio ambiental. O tempo e as pesquisas já demonstraram que ações e soluções descentralizadas são muito mais eficazes. Por isso insisto para que cada um faça sua parte, principalmente prestando atenção ao lixo e às águas paradas em seus respectivos entornos”. C.D.
 

“Espero que passe mesmo (pulverização), porque aqui na Rua Arapiraca, pois nada espanta os pernilongos. Vamos aguardar”. A.R.
 

“Socorrooooo, já assinei várias petições pedindo para a prefeitura tomar alguma providência. Espero que percorram toda a Vila Madalena”. C.V.
 

“Não vi passar ontem na rua Harmonia (pulverização), pelo menos no período que estava em casa não passaram. Ontem à noite foi outra invasão, tinham mais de 30 pernilongos no apartamento”. C.P.
 

Estratégias
Uma das estratégias testadas no estado é a liberação de mosquitos geneticamente modificados para reduzir a população do Aedes aegypti. Em algumas áreas, a iniciativa mostrou redução de até 90% no número de insetos. No entanto, especialistas alertam que essa abordagem precisa de monitoramento contínuo para comprovar sua eficácia a longo prazo.
Com o verão no seu auge, a eliminação de criadouros e a vacinação são essenciais para evitar um colapso no sistema de saúde. A população e os especialistas cobram uma resposta mais coordenada do poder público para enfrentar o problema antes que a situação saia do controle.


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