Moradores de Pinheiros lutam contra verticalização e defendem preservação de microzonas

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A revisão do Plano Diretor de São Paulo reacendeu o debate sobre a preservação de microzonas urbanas de interesse histórico e social. Em meio à expansão imobiliária acelerada, moradores de Pinheiros denunciam a destruição de vilas e construções históricas para dar lugar a prédios de alto padrão.
Quadrilátero Vilas do Sol
Um dos casos mais emblemáticos é o Quadrilátero das Vilas do Sol, localizado entre as ruas dos Pinheiros, Mateus Grou, Artur de Azevedo e Dr. Virgílio de Carvalho Pinto. A área, composta por 52 casas, foi incluída em um levantamento de 600 imóveis para tombamento pelo Departamento de Patrimônio Histórico e conquistou, após mobilização comunitária, uma classificação que impede a construção de edifícios altos.

A legislação vigente permite construções sem limite de altura em Zonas de Eixo de Estruturação Urbana (ZEU), resultando em uma verticalização agressiva, que desconsidera a infraestrutura local e a história do bairro. Moradores criticam o impacto ambiental e social dessa política, apontando a falta de moradia social e a expulsão de pequenos comércios.
Falta de estudos
A falta de estudos sobre impacto ambiental e de vizinhança também é motivo de preocupação. O desrespeito ao patrimônio arquitetônico e a falta de planejamento adequado reforçam a necessidade de revisão das políticas urbanas.
A recente tentativa de demolição ilegal de imóveis no Quadrilátero das Vilas do Sol, apesar da Resolução nº 11/CONPRESP/2023, ilustra a pressão do setor imobiliário sobre esses espaços. Moradores seguem mobilizados para garantir que suas histórias e qualidade de vida sejam preservadas.


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