Após vencer as eleições o prefeito Ricardo Nunes (MDB), reiterou seu desejo de manter a tarifa de ônibus congelada em R$ 4,40, uma decisão que será reavaliada em dezembro. Ele enfatizou a responsabilidade fiscal e a necessidade de aguardar os dados de custos para tomar uma decisão informada. Contudo, essa medida está longe de ser a solução definitiva para os problemas de mobilidade urbana.
Projetos rodoviários A recente expansão das marginais e obras estaduais como a nova Raposo Tavares exemplificam a abordagem viária dos poderes públicos municipal e estadual. As autoridades focam em grandes projetos rodoviários, ignorando as demandas por melhorias e aumento do transporte público. Essas obras, além de terem uma eficiência limitada, apresentam uma data de validade curta, uma vez que não resolvem o problema de saturação do tráfego urbano a longo prazo.
Transporte público A política de investimentos prioritários em infraestrutura viária, em detrimento de soluções sustentáveis para o transporte público, esconde a falta de iniciativas mais amplas e duradouras para enfrentar os desafios de mobilidade. As obras rodoviárias são priorizadas, mas falham em oferecer soluções eficazes e duradouras. Falta um plano estratégico para o transporte público de São Paulo.