​Problemas de criminalidade assolam zonas oeste e sul da cidade

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A segurança pública na zona oeste e sul de São Paulo causa preocupação entre moradores e turistas. Na Vila Madalena, um conhecido ponto turístico, os casos de roubo dispararam, afetando principalmente estrangeiros. A presença policial tem sido insuficiente, deixando a área vulnerável, especialmente durante os finais de semana, quando a concentração de pessoas é maior. 

Assaltos constantes

Moradores relatam assaltos constantes e uma presença policial insuficiente. Casos recentes envolvendo o youtuber norte-americano Nicholas Bibbo, que foi assaltado violentamente na Rua Girassol, e outro evento envolvendo três turistas francesas, que foram assaltadas e agredidas na Rua Gonçalo Afonso, próximo ao “Beco do Batman”, se tornaram símbolos conhecidos da criminalidade. Segundo o Radar da Criminalidade da OESP, os roubos na região aumentaram 32,6% em julho deste ano, comparado ao mesmo mês do ano anterior.

Problemas na Vila Sônia
Na Vila Sônia, a situação é igualmente preocupante. Assaltos, furtos e "arrastões" têm sido frequentes, gerando uma sensação de insegurança. Recentemente, foram registrados quatro assaltos em um único dia, incluindo um latrocínio na Rua Manuel Jacinto. Moradores, destacam a necessidade urgente de policiamento ostensivo, especialmente na Avenida Giovanni Gronchi.

Chácara Santo Antonio
Na zona sul, a Chácara Santo Antônio enfrenta uma onda de crimes cometidos por uma gangue de motoqueiros disfarçados de entregadores de aplicativos. Na semana passada, câmeras de segurança flagraram três assaltos em apenas cinco minutos. Às 14h22, na Rua Antônio das Chagas, três homens foram roubados. Pouco depois, na esquina com a Rua Antônio de Oliveira, duas pessoas foram abordadas e uma delas caiu enquanto tentava fugir. Às 14h27, na Rua da Paz, duas mulheres foram assaltadas. Este bairro, pertencente à área do 11º DP de Santo Amaro, registrou 5.480 furtos e roubos nos primeiros oito meses deste ano, uma média de quase um caso por hora.
Moradores relatam o medo constante. A estagiária Tália Barbosa prefere esperar o ônibus a 50 metros do ponto para evitar assaltos. "Estou com muito medo de ser assaltada. Prefiro ficar aqui na frente do prédio", disse, ressaltando que colegas de trabalho já foram vítimas de crimes na área. A Secretaria da Segurança Pública informou que investigadores tentam identificar os assaltantes.

Butantã
Outro caso recente na zona oeste envolveu um casal no Butantã. À luz do dia, um homem foi flagrado carregando um portão roubado de um condomínio, no meio do dia, causando prejuízos. Mesmo com a presença de câmeras e pedestres, os crimes continuam ocorrendo. A Secretaria de Segurança Pública, apesar disso, divulga números que apontam uma queda geral no número de ocorrências.


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