A tecnologia é herói e vilão ao mesmo tempo
Rogério Candotti | [email protected] | blogdorogerinho.wordpress.com
A primeira animação da Pixar foi o curta-metragem Luxo Jr., lançado em 1986, mas o primeiro longa-metragem feito inteiramente por computação gráfica foi Toy Story, lançado nos cinemas em 1995, cuja evolução apresentada fez a Disney comprar esse estúdio em 2006.
Apesar da trilogia ter sido encerrada com chave de ouro em 2010, a franquia dá sinais de que não tem data para terminar, pois o quinto filme deve superar a marca de um bilhão de dólares facilmente, a exemplo do anterior.
Tudo indica que os próximos filmes da franquia deverão ser menos realistas e mais fantasiosos quando os brinquedos deverão se revelar aos humanos a fim de ter novas aventuras surpreendentes contra os vilões da mesma espécie.
Antes de entrar na faculdade, Andy doou seus brinquedos para Bonnie (Scarlett Spears), mas aos oito anos de idade ela começa a deixá-los de lado depois de se hipnotizar com as infinitas funções do tablet Lilypad que ganhou de presente dos pais.
Em vez de demonizar a tecnologia, Toy Story 5 mostra que "Lily" (Greta Lee) é capaz de conviver tranquilamente com bonecos de plástico. No entanto, a exposição excessiva das crianças a essas pequenas telas viciantes pode inibir a convivência delas com os colegas da escola ou com os vizinhos do bairro, além de incentivar o sedentarismo, a exemplo dos passageiros com obesidade mórbida da espaçonave totalmente automatizada Axiom — na excelente animação WALL-E.
Vidrados na tela do seu laptop móvel, esses passageiros foram incapazes de dialogar olhando nos olhos dos demais passageiros, por isso a piscina de lá nunca foi usada.
Em Toy Story 5, ainda nos cinemas brasileiros, Jessie (Joana Cusack) se casou com o boneco de última geração Buzz Lightyear (Tim Allen), em homenagem ao segundo homem a pisar na Lua, Buzz Aldrin, e Woody (Tom Hanks) se tornou o seu melhor amigo caipira.
Já Bonnie Anderson se tornou a melhor amiga da fazendeira Blaze Manoukian (Mykal-Michelle Harris) porque ambas as garotas ainda são apaixonadas por bonecos de plástico antigos.
Lily reconheceu os seus defeitos, aprendendo a conviver com os outros brinquedos de plástico, além de conviver com a câmera Snappy (Shelby Rabara) e o GPS falante, Atlas (Craig Robinson), muito menos avançado do que ela, sendo fundamental para o aprendizado de Bonnie.