As estreias mais recentes do cinema
Rogério Candotti | [email protected] | blogdorogerinho.wordpress.com
Jon Favreau iniciou o Universo Compartilhado da Marvel (UCM) e por esse motivo inicia agora um novo capítulo da saga Star Wars depois da esquecível nova trilogia, provocando um hiato de mais de sete anos no cinema. Em vez do herói clássico em sua jornada da alma, vimos um Luke Skywalker desnorteado, sem o seu saudoso sabre de luz ou quaisquer responsabilidades perante à Força e o Código Jedi.
Nesse sentido, Star Wars: O Mandaloriano e Grogu (2026), em cartaz nos cinemas, dá continuidade a aclamada série disponível no Disney Plus, trazendo de volta a honra e a disciplina dos samurais de Akira Kurosawa a partir de um código rigoroso de conduta misturado ao Western Spaghetti de Sergio Leone, estrelado pelo Estranho sem Nome: Clint Eastwood.
Na trama, Din Djarin (Pedro Pascal) é um caçador de recompensas acompanhado de seu protegido fofo, o "Baby Yoda". Eles trabalham para a Nova República destituindo os Senhores da Guerra, remanescentes do Império Galáctico, por oprimir a população local com a cobrança de trilhões em impostos anuais.
Em sua nova missão aquele Mandaloriano íntegro precisa resgatar o filho de Jabba the Hutt (Jeremy Allen White) que acaba se tornando um aliado inesperado á duras penas.
Com boas cenas de ação e lindas imagens aéreas, o longa estreia muito bem nas bilheterias mundiais, amparado na participação especial de Martin Scorsese e Sigourney Weaver.
"Mortal Kombat II (2026), ainda em cartaz nos cinemas, entende, enfim, o que os fãs queriam: menos promessa, mais combate. Havia uma preparação gigantesca para um torneio que praticamente não acontecia. A sensação era de assistir a um prólogo longo demais, preocupado em organizar peças para algo que nunca chegava de fato. A sequência abandona parte da hesitação e assume, sem vergonha alguma, o que realmente é: um filme de luta. Não existe grande pretensão filosófica aqui. O roteiro é simples, direto e frequentemente caótico, mas, dessa vez, isso funciona a favor da experiência. O filme troca longas explicações por cenas de combate, acelera o ritmo e finalmente entrega o torneio, a brutalidade e o senso de espetáculo que os jogos sempre prometeram" — Maria Clara Batina.
Outro acerto foi o descarte de Cole Young (Lewis Tan) logo no início: um personagem inexistente na franquia em troca do protagonismo do carismático Johnny Cage (Karl Urban) e da bela Kitana (Adeline Rudolph), apesar do excesso de feminismo sobre aquela personagem feminina, comprometendo o trabalho em equipe dos terráqueos.
Sonya Blade (Jessica McNamee) mantém a sua sensualidade natural e Kano (Josh Lawson) o sarcasmo de sempre. Jax (Mehcad Brooks) perde os braços mas não perde a cabeça de novo. Enquanto isso, Liu Kang (Ludi Lin) aplica um dos melhores "Fatalities" do torneio, embora quem renasça do Inferno é Sub-Zero (Joe Taslim) e Scorpion (Hiroyuki Sanada), a fim de lutarem novamente até a morte.
Golpe Explosivo (2025), desde o dia 28 de maio nos cinemas brasileiros, é o novo trabalho do mesmo diretor de A Qualquer Custo, David Mackenzie.
Na trama, o Major Will Tranter (Aaron Taylor-Johnson) e seu batalhão são convocados a desarmar uma suposta bomba da Segunda Guerra Mundial enquanto a área em torno do Hyde Park de Londres é isolada pelos policiais.
Em meio ao caos, bandidos invadem um banco na Edgware Road perfurando o muro a partir do prédio vizinho com a intenção de roubar dinheiro e joias. Acontece que os ladrões interpretados por Theo James e Sam Worthington se desentendem nos momentos cruciais e de maior tensão, provocando muitas reviravoltas e um final surpreendente.