Pânico faz 30 anos

Rogério Candotti | [email protected] | blogdorogerinho.wordpress.com

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A Hora do Pesadelo de Wes Craven  (1939 — 2015) foi inspirada nas crianças que escaparam da ditadura comunista no Camboja para se refugiar nos EUA. 
Por isso Freddy Krueger foi inspirado no ditador Pol Pot, responsável por  dizimar pelo menos 1,5 milhão de cambojanos entre 1976 e 1979.
De acordo com o artigo publicado no LA Times, essas crianças se recusaram a dormir com medo de serem atacadas pelos comunistas do Khmer Vermelho durante o sono, mas acabaram morrendo subitamente depois de dormir em algum momento, A causa da morte foi diagnosticada: Síndrome da Morte Noturna Inexplicável Repentina (SUNDS, em inglês).    

Na década seguinte, o diretor resolveu satirizar o próprio slasher que criou, além de Jason e Michael Myers, a partir da introdução com Drew Barrymore, revolucionando os filmes de terror e a carreira da atriz conhecida em E.T. O Extraterrestre quando ainda era uma criança.
Chocados com aquele crime visceral  na pacata Woodsboro, Califórnia, (baseado, em parte, no caso Gainesville Ripper) um grupo de estudantes do ensino médio elaboram uma lista bem humorada sobre o comportamento típico das vitimas preferidas pelos slashers: como por exemplo fazer sexo e usar drogas ou ser um policial prestes a se aposentar.
No entanto, a "Final Girl" imaculada Sidney Prescott (Neve Campbell) acaba perdendo a virgindade com um dos assassinos sem a fantasia de Ghostface, tornando-se sexualmente ativa até o sétimo filme que estreou nos cinemas brasileiros em 26 de fevereiro de 2026.   
Em 1996 era raro alguém ter celular ou acesso a internet, principalmente no Brasil cuja linha custava mais de mil reais e a saudosa internet discada ocupava a linha telefônica de casa. 
Mesmo assim, Pânico (1996) e Pânico 2 (1997) envelheceram muito bem, a exemplo do restante da franquia, já que nenhum dos episódios desrespeitou o original, apenas com as mudanças tecnológicas da época. 
A primeira trilogia, disponível no Paramount Plus, marca a transição entre a era analógica e a era digital. Porém, Pânico 3 (2000), quando as handycams ainda dominavam o mercado, acabou sendo o mais fraco da franquia, provocando um hiato de onze anos entre os filmes.
Pânico 4 (2011), o último dirigido por Wes Craven, entre a primeira e a segunda trilogia, foca no advento do Youtube e das Redes Sociais, tornando-se um negócio extremamente lucrativo para qualquer jovem em busca da fama ou qualquer jornalista oportunista que acaba se redimindo no final como Gale Weathers (Courteney Cox).
O quinto filme, Pânico (2022), dirigido por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett, é uma espécie de reboot mas com a manutenção dos protagonistas clássicos, embora liderado pela "Wandinha" Tara Carpenter (Jenna Ortega) e sua irmã Samantha (Melissa Barrera), ambas ligadas ao massacre de 25 anos atrás.
Assim, essa nova trilogia ganhou fôlego com ótimas cenas de suspense e terror como aquela em Pânico VI (2023) dentro do metrô lotado de gente com diversos Ghostfacers fantasiados e outros slashers que marcaram os anos 1980 contra uma heroína que pensa como eles porque também sente prazer em matar, embora procure agir sempre em legítima defesa.   
Pânico 7 (2026), dirigido por Kevin Williamson, foca numa Sidney Prescott mais madura e encorpada que envelheceu como vinho.
Casada com um policial na pacata cidade de Pine Grove, Indiana, ela é obrigada a ensinar a filha Tatum (Isabel May) a se defender após sair do Quarto do Pânico quando um novo Ghostface aparece na cidade se passando pelo primeiro assassino morto em Woodsboro há 30 anos.
Será que o Serial Killer ressuscitou ou se fingiu de morto todo esse tempo?  É possível ele ter sido feito por inteligência artificial: a moda da vez? 
Ou talvez a franquia tenha feito uma homenagem aos fantasmas de O Morro dos Ventos Uivantes original, como sugeriu a repórter Mindy Meeks-Martin, interpretada por Jasmin Savoy Brown.


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