Sexo e Destino (2026), desde o dia 21 de maio nos cinemas brasileiros, é o penúltimo livro da famosa coleção: A Vida no Mundo Espiritual, iniciada em Nosso Lar seguido de Os Mensageiros, ambos adaptados pelo cineasta Wagner de Assis.
Apesar de Nosso Lar ser o livro mais conhecido, Sexo e Destino é o preferido dos espiritas kardecistas, porque é o que mais se aproxima do comportamento humano na Terra, digno de novela da Globo, embora baseado em fatos reais — a exemplo de A Viagem (uma exceção), cujas gravações da adaptação nas telonas já começaram.
Na trama de Sexo e Destino, Marina Nogueira (Letícia Augustin) tem um caso com o patrão Nemésio Torres (Tato Gabus Mendes) e com o seu filho Gilberto (Bruno Gissoni) ao mesmo tempo enquanto esperam o desencarne da esposa Beatriz Torres (Totia Meireles). Acontece que Gilberto também está envolvido sexualmente com a irmã adotiva de Marina que é perdidamente apaixonada por ele.
Marita (Carol Macedo) foi adotada pela família dos Nogueira após a morte precoce da mãe que cuidava daquela casa com esmero.
No entanto, Cláudio Nogueira (Antonio Fragoso) se entregou completamente à bebida e aos vampiros espirituais por osmose, cujo casamento com Márcia (Raquel Rizzo), a partir daí, desmoronou, levando-o a assediar desordenadamente Marita, apesar de amá-la tanto quanto Marina: "Quem nunca pecou que atire a primeira pedra".
Chico Xavier ensinava que o sexo é uma força sagrada e um manancial de criação divina. Ele defendia que o seu propósito vai além da reprodução, servindo como base para os tesouros afetivos do lar. No entanto, exigia responsabilidade, respeito e discernimento, alertando que o desequilíbrio gera vínculos cármicos e espirituais.
Quanto ao álcool, Chico considerava um grave flagelo familiar e espiritual, pois segundo a Doutrina Espírita, a bebida atua como um desestruturador das energias do corpo e da mente, favorecendo a obsessão por espíritos desencarnados e trazendo consequências cármicas pesadas para quem se entrega ao vício.
Joanna de Ângelis, a alma gêmea de Chico Xavier que caminha ao seu lado há dezenas de encarnações, publicou inúmeros livros sobre a verdadeira função do sexo, incluindo uma série psicológica contendo 16 volumes com a ajuda fundamental de Divaldo — O Mensageiro da Paz (2019) enquanto aquele médium baiano esteve encarnado na Terra.
A cofundadora da Mansão do Caminho em Salvador, onde milhares de crianças carentes já foram acolhidas, uniu nessas obras maravilhosas os princípios da psicologia profunda de Carl Gustav Jung à filosofia espírita, com grande foco no autoconhecimento e na reforma íntima, proporcionando um estado de bem-estar e saúde emocional ao indivíduo, preparando-o para o enfrentamento dos conflitos da alma ao longo de sua jornada evolutiva.
"Incontestavelmente o sexo exerce profunda influência na vida física, emocional e espiritual das criaturas.
Organizado pela Divindade para sublimes misteres, não pode ser utilizado levianamente.
Todo abuso impõe-lhe imposto de carência; qualquer desconsideração insculpe-lhe desordem e tormento...
Isto porque o sexo, sem a dignidade do amor, desarvora, embrutecendo os apetites que não se fazem saciar e ressurgem mais violentos, constrangedores...
Se te encontras num capítulo punitivo da sexualidade, fora da atividade santificante para a qual o dotou o Criador, não te conspurques nem
te degrades, mesmo que a mentalidade da época te seja favorável ou te aplauda...
Preserva tuas forças morais e mantém o teu equilíbrio.
Se te defrontas em campo de prova sob uma ou outra imposição psíquica ou física, espera o amanhã. Não te apresses.
Transforma tuas limitações em forças e ama os ideais de enobrecimento da Humanidade, com que te liberarás da compressão, encontrando a felicidade que anelas.
Ama, seja qual for a situação em que te depares e esparze amor pelo caminho, semeando estrelas de esperanças. Amanhã elas brilharão para ti.
Assim, cultiva o lar, atende a família, faze-te cocriador da Obra de Nosso Pai, coopera com os que transitam em dores e edifica na mentalidade geral o conceito segundo o qual o sexo é para a vida e não a vida para o sexo" — Do livro Após a tempestade, Divaldo Franco/Joanna de Ângelis.