O Brasil de novo no Oscar

Rogério Candotti | [email protected] | blogdorogerinho.wordpress.com

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Depois de Fernanda Torres é a vez de Wagner Moura representar o país no maior prêmio do cinema mundial. Porém, o nosso brasileiro soteropolitano terá como adversário ninguém mais do que Leonardo DiCaprio, Michael B. Jordan e Timothée Chalamet na disputa da famosa estatueta careca. 
Correndo por fora aparece Ethan Hawke que volta a trabalhar com o cineasta Richard Linklater depois de "Boyhood: Da Infância à Juventude" e de completar a Trilogia do Amanhecer ao lado de Julie Delpy.
Em Blue Moon – Música e Solidão (2025), disponível para compra e aluguel, Hawke encarna um dos maiores compositores da Broadway de todos os tempos, cujas canções principais ficaram eternizadas na voz de Frank Sinatra. 

A trama se desenvolve na noite de 31 de março de 1943, sete meses antes de sua morte precoce aos 48 anos de idade, quando Lorenz Hart (Ethan Hawke) de apenas 1,47 metros de altura compareceu à estreia do musical "Oklahoma!" do antigo parceiro Richard Rodgers (Andrew Scott), sendo ignorado tanto pelos repórteres como pelos convidados, a exceção do anfitrião e do barman Eddie (Bobby Cannavale), acostumado a escutar os longos devaneios daquele gay enrustido,  principalmente sobre o filme Casablanca.
O longa indicado ao Oscar de Melhor Ator e Melhor Roteiro Original foi baseado nas cartas de Elizabeth Weiland (Margaret Qualley) dirigidas a ele, com quem teve uma mera paixão platônica fugaz devido à considerável diferença de idade e altura.
Emma Stone protagonizou os quatro últimos filmes do diretor Yorgos Lanthimos, sendo que os dois últimos  foram ao lado de Jesse Plemons.
Na comédia de humor negro Bugonia (2025), em exibição nos cinemas – ramake do sul-coreano: Save the Green Planet! –, Teddy Gatz (Jesse Plemons) acredita que a misteriosa dizimação das abelhas estivesse relacionado a uma intervenção alienígena em vez do excesso de agrotóxicos americanos ao estilo de Eram os Deuses Astronautas? de Erich von Däniken – que faleceu neste mês de Janeiro.
Aidan Delbis interpreta seu primo Don,  também autista na vida real, ajudando-o a sequestrar a suposta alienígena disfarçada de CEO de uma grande empresa farmacêutica, com o intuito de Michelle Fuller (Emma Stone) revelar seu plano maquiavélico a eles, além de tirar a mãe daquele apicultor do coma, interpretada por Alicia Silverstone.
Indicada novamente à Melhor Atriz, Emma Stone teve a cabeça raspada em frente às câmeras e, poucos minutos depois da cena ter sido filmada em um único take, ela raspou a cabeça de Yorgos Lanthimos.
Nesse sentido, Valor Sentimental (2025), em cartaz nos cinemas, é a terceira colaboração entre o diretor Joachim Trier e a atriz Renate Reinsve, depois de Oslo, 31 de Agosto (2011) e A Pior Pessoa do Mundo (2021), levando-a a ser Indicada ao Oscar nesta quinta-feira (22) junto à Stellan Skarsgard e Inga Lilleaas no mesmo longa-metragem; cuja casa onde aquele pai desnaturado e suas duas filhas inseparáveis moraram, tornou-se uma personagem à parte, traumatizada pela Segunda Guerra Mundial, como á do último filme de Tom Hanks e Robin Wright "Aqui". 
Na trama, os três se reúnem lá novamente, depois de muito tempo, para a produção da biografia daquela família misteriosa, vivida pela famosa atriz americana Rachel Kemp (Elle Fanning – Indicada ao Oscar também); cujos segredos são revelados paulatinamente e de forma magistral ao público.   
Rose Byrne também acaba de ser indicada ao Oscar no melhor papel de sua carreira, marcada apenas por comédias infames.
No drama psicológico Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria (2025), em cartaz nos cinemas, a atriz vive uma psicoterapeuta alcoólatra que precisa cuidar da filha com um distúrbio alimentar pediátrico, sendo alimentada por sonda gástrica.
Ocorre que todo esse desgaste diário somado ao excesso de culpa, já que o marido vive ausente, leva-a frequentar o consultório do psicólogo vizinho, criando um novo vício em sua vida, semelhante ao da sua paciente Caroline (Danielle Macdonald).


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