Quatrilogia Invocação do mal

Rogério Candotti | [email protected] | blogdorogerinho.wordpress.com

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Depois de Jogos Mortais e Sobrenatural, o cineasta James Wan criou o universo de terror compartilhado da Warner, disponível na HBO Max, com o intuito de competir com o universo de monstros da Universal — contendo os casos emblemáticos dos demonólogos Ed (Patrick Wilson) e Lorraine Warren (Vera Farmiga).
Annabelle voltou a ser capa de jornais em 13 de julho de 2025 como a principal suspeita da morte de Dan Rivera, de apenas 54 anos de idade. O investigador paranormal viajava com aquela boneca amaldiçoada pela turnê Devils on the Run quando foi encontrado morto num hotel em Gettysburg, na Pensilvânia, ainda sob circunstâncias misteriosas, contrariando o último pedido de Lorraine antes de morrer em 18 de abril de 2019: "Não libere Annabelle" — disse ela.
O caso Annabelle aparece logo no início de Invocação do Mal (2013), mas três anos depois, em 1971, o casal de demonólogos investigam a família Perron logo após se mudarem até a casa de fazenda em Harrisville, Rhode Island, cuja filha mais velha, Andrea Perron, foi consultora do filme ao lado de Lorraine em razão de sua trilogia literária — House of Darkness House of Light: The True Story.

Oito gerações moraram naquela casa amaldiçoada, mas alguns espíritos nunca a abandonaram, provocando o congelamento de quatro homens, dois suicídios documentados e um envenenamento; um estupro seguido de assassinato de uma menina de 11 anos e dois afogamentos. A maioria dessas mortes ocorreram na família Arnold, da qual a satanista Bathsheba Sherman descendia. Mary Towne Eastey foi uma dessas descendentes — ré no famoso julgamento de As Bruxas de Salem.
Já a abertura de Invocação do Mal 2 (2016) mostra uma casa mal-assombrada há mais de 50 anos onde em 1974 Ronald DeFeo Jr. assassinou seis membros da própria família; cuja adaptação, Horror em Amityville (1979), protagonizada pela Lois Lane, Margot Kidder, gerou mais de vinte continuações.
Contudo, o principal caso de Invocação do Mal 2 aconteceu em Londres entre 1977 e 1979 chefiado por Maurice Grosse — membro da Sociedade de Pesquisa Psíquica (SPR). A verdadeira Janet Hodgson conta na minissérie documental da Apple TV Plus que com o fim dessas investigações ela teve de morar num  orfanato até O Poltergeist de Enfield (2023) se mudar de sua residência para sempre.
Porém, no filme, o fantasma de Wilkins era apenas um peão manipulado pelo verdadeiro demônio Valak — o mesmo de A Freira.
Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio (The Conjuring: The Devil Made Me Do It) adapta o primeiro e único caso da história norte-americana  onde um réu tentou usar a possessão demoníaca como defesa legal, sem sucesso, sendo condenado por homicídio culposo a até 20 anos de prisão e cumprido apenas cinco por bom comportamento. O próprio Arne Cheyenne Johnson contou no documentário da HBO — Ed e Lorraine Warren: A Ordem do Demônio (2022) e no da Netflix: O Diabo no Tribunal (2023) que não se lembrava de ter matado o patrão Alan Bono (Bruno Sauls no filme) á facadas por estar possuído pelo demônio naquele momento.
A história completa foi publicada no livro: O Diabo em Connecticut e também no filme: O Exorcista do Demônio, ambos em 1983.  
Embora os Warren tenham visitado mais de três mil residências em quarenta anos de profissão, seu último  caso emblemático envolveu a família Smurl entre 1974 e 1989 — retratados em A Casa das Almas Perdidas. 
Esse telefilme inspirou Invocação do Mal 4: O Último Ritual (2025), a partir de 04 de setembro nos cinemas brasileiros; com destaque a adolescente Judy Warren (Mia Tomlinson), cuja mediunidade ostensiva a conecta aos espíritos zombeteiros daquela casa em West Pittston, Pensilvânia, e ao legado dos pais após ela encarar de frente o dom sobrenatural que Deus lhe deu.


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