A melhor animação sobre a vida do Cristo

Rogério Candotti | [email protected] | blogdorogerinho.wordpress.com

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O Rei dos Reis (2025) estreou nesta quinta-feira (17) nos cinemas de todo o país, sendo uma fiel adaptação do Evangelho de Lucas nas palavras de Charles Dickens; cujo propósito inicial era ensinar apenas aos filhos pequenos qual era a visão de fé que lhe movia: o Cristianismo profundamente protestante, com forte influência em obras como O Peregrino, de John Bunyan. “A Vida de Nosso Senhor” havia sido proibido de ser publicado por aquele escritor inglês até o falecimento de seu último filho e o consentimento dos outros herdeiros apenas em 1934. Assim, de forma extremamente didática, a excelente animação do mesmo estúdio de A Forja narra a trajetória do Herói das Mil Faces sob a ótica do filho ruivo daquele clássico romancista: caminhando ao Seu lado, testemunhando Seus milagres, enfrentando Suas provações e entendendo Seu sacrifício final. Ademais, a trama moderna ensina às crianças a origem da Páscoa judaica (pessach ou passagem) e a ligação do mito do Rei Arthur com o Cristianismo redivivo, principalmente, quem planejou a Sua morte em vez de Judas Iscariotes.
O Príncipe do Egito (1998) por sua vez é a melhor e mais famosa animação sobre a vida de Moisés, unindo as divas do pop Mariah Carey e Whitney Houston na inesquecível canção: When You Believe. A trama disponível no Prime Vídeo descreve a infância alegre de Moisés (Val Kilmer) e Ramsés II (Ralph Fiennes) até Moisés descobrir que foi adotado pela rainha Tuya (Helen Mirren) com o intuito de não ser morto pelo seu marido, o Faraó Seti (Patrick Stewart). Essa política malthusiana acabou saindo pela culatra após o primogênito de Ramsés II ser contaminado pelo Anjo da Morte, uma vez que a porta de sua casa não havia sido marcada com sangue do cordeiro sagrado, por isso não foi pulada (pessach). Na verdade, a décima praga foi aquela que deu origem ao Êxodo do povo hebreu, do Egito até Canaã: a Terra Prometida.
O herói preferido de Walter Dickens era o Rei Arthur, cuja jornada contém muitas semelhanças com a jornada do próprio Cristo. Haja vista, todos os doze cavaleiros da Távola Redonda foram chamados por Ele a fim de encontrar o Santo Graal usado na Última Ceia. Na verdade, quem criou essa Mesa Redonda composta apenas de cavaleiros puros de coração foi o mentor de Arthur desde criança. A Espada Era a Lei (1963), o último desenho feito por Walt Disney, conta como o mago Merlin ensinou Arthur as principais virtudes de um cavaleiro antes de se tornar o rei dos bretões. O seu povo era, na verdade, os antigos celtas antes de adotarem os costumes dos romanos e por isso dominaram a Grã-Bretanha nos séculos V e VI.

“Um Conto de Natal” foi a obra literária mais famosa de Charles Dickens, adaptada para o cinema por inúmeras versões animadas. A mais famosa foi aquela protagonizada por Jim Carrey ao encarnar Ebenezer Scrooge, sendo o personagem mais pão-duro de todos os tempos depois de perder a namorada, os amigos e o sócio. Por isso, aquele decano infeliz recebeu a visita do fantasma do passado, do presente e do futuro, mostrando-lhe como a sua avareza pode levá-lo rapidamente ao Inferno. No entanto, essas terríveis visões fazem Scrooge se arrepender a tempo de celebrar o Natal ao lado da família como um novo homem: o oposto daquele velho rabugento. Os Fantasmas de Scrooge (2009) dirigido por Robert Zemeckis está disponível no Disney Plus.


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