Prefeitura responde e MP deve paralisar obra do TEA e salvar praça de 8 mil m2 no Butantã

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O debate sobre a implantação do futuro Centro de Atendimento a Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (Centro TEA) no Butantã, ganhou um novo capítulo. A população, os ambientalistas e deputados ajuizaram e o Ministério Público já se manifestou favorável à ação para que a obra não seja realizada dentro da Praça Kaol Sugimoto, com 8 mil m2, argumentando que a intervenção comprometerá uma importante área verde. 
A comunidade considera a política pública urgente e necessária e todos são favoráveis à implantação do TEA, mas que o equipamento deve ocorrer em uma área que não implique a supressão de área protegida com vegetação consolidada. 
A Prefeitura por sua vez, responde que a implantação do Centro Municipal para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) está sendo reavaliada e não há qualquer decisão tomada sobre eventual supressão de vegetação no local e reafirma que nada será feito em prejuízo à preservação de áreas verdes.


MP deve interromper obra
A comunidade, os ambientalistas, junto com a deputada federal professora Luciene Cavalcante e o deputado estadual Carlos Giannazi, acionaram a justiça e o MP se manifestou favoravelmente à ação. Segundo Fabíola Lago, da Rede Ambiental Butantã , praças e áreas verdes desempenham papel essencial na promoção da saúde física e mental da população, além de favorecerem a convivência e a qualidade de vida dos moradores. Ela destacou ainda que a praça já é frequentada por diversas famílias de crianças neuroatípicas, que utilizam o local como ambiente de lazer, acolhimento e contato com a natureza. 


Ausência de planejamento
A controversa obra do TEA, segundo informações dos moradores é da Subprefeitura do Butantã, com suposto projeto para o bairro do vereador Thammy Miranda e não está relacionada à criação do equipamento, mas à ausência de planejamento na definição do terreno escolhido para sua implantação.
Polêmicas do vereador
Ainda sobre polêmicas, o vereador Thammy também está citado na suposta “invasão” da Praça Santa Suzana, dentro do Parque Linear Charque Grande Ibiraporã, ao lado da 89ª DP, com a possível destruição da área verde, e criação de campos de futebol particulares para o CDC Estrela (envolvido em denúncias na Secretaria de Esportes e Lazer, onde teve concessões cassadas por ausência de documentos e prestação de contas). Este caso, projeto da Subprefeitura, está judicializado na Ação Civil Pública da Promotoria do Meio Ambiente, movida pelo Ministério Público.


Prefeitura responde
“A Prefeitura de São Paulo informa que qualquer informação que antecipe ou divulgue a ocorrência de derrubada de árvores na praça Praça Kaol Sugimoto é mentirosa, irresponsável e não reflete a realidade. A implantação do Centro Municipal para Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) está sendo reavaliada e não há qualquer decisão tomada sobre eventual supressão de vegetação no local. A ação iniciada neste mês trata-se somente de um mapeamento das árvores existentes como uma etapa preliminar dos estudos. 
Importante ressaltar que a atual gestão já demonstrou seu compromisso inegociável com a preservação ambiental ao plantar mais de 180 mil árvores na cidade, entregar 16 parques novos, ampliar os bosques urbanos e declarar 51 áreas verdes particulares como de utilidade pública para fins de proteção, uma área superior à da cidade de Paris. 
A Prefeitura destaca a relevância do serviço prestado à população pelo Centro TEA e a importância da expansão desse equipamento para outras regiões da cidade, mas reafirma que nada será feito em prejuízo à preservação de áreas verdes. O Plano de Metas do Município prevê a construção de quatro Centros TEA na cidade. 
A SPObras ressalta que os quantitativos apresentados na planilha de referência da licitação foram elaborados com base em estudos preliminares do projeto básico e, portanto, não correspondem à definição final da implantação do Centro TEA Oeste. A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente desconhece qualquer Termo de Compromisso Ambiental (TCA) finalizado para o projeto até o momento.” Secretaria Especial de Comunicação-Assessoria de Imprensa da Prefeitura de São Paulo.
A Gazeta de Pinheiros, o Jornal do Butantã e o Grupo 1 continuarão acompanhando a situação.


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