O Diabo Veste Prada 2 é ainda melhor?

Rogério Candotti | [email protected] | blogdorogerinho.wordpress.com

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Com raríssimas exceções temos sequências superiores aos originais como por exemplo: O Império Contra-Ataca, O Exterminador do Futuro 2, X-Men 2. Capitão América 2: O Soldado Invernal, O Cavaleiro das Trevas e Homem-Aranha 2 (2004). Isso foi motivo de comentário de alguns personagens do elenco de Pânico 2, quebrando indiretamente a quarta parede com o intuito de promover a sequência com muito bom humor.
Assim, O Diabo Veste Prada 2 (2026), desde o dia 30 de abril nos cinemas brasileiros, entra para o seleto grupo de longas-metragens de originalidade ímpar, embora assisti-lo em sequência seja uma experiência altamente recomendável de modo a entender melhor a motivação dos personagens naquele ambiente de trabalho competitivo, cheio de ironias e sarcasmos, retirado principalmente da língua afiada de Miranda Priestly (Meryl Streep).
A megera foi baseada fielmente na  editora-chefe da revista Vogue americana, Anna Wintour, pois  segundo a própria filha: "Eles acertaram em cheio!".

Dessa vez, porém, assistimos o lado humano daquela dama de ferro após confidenciar à Andrea (Anne Hathaway) o amargo arrependimento de ter perdido a infância das filhas em troca de trabalho estressante por excesso de fama e dinheiro.
A diretora da revista mensal Runway — agora apenas na versão digital — esboça eventualmente o sorriso espontâneo e inconfundível de Meryl Streep, seja na frente dos holofotes ou na companhia do novo marido e companheiro, Stuart (Kenneth Branagh), para a surpresa dos espectadores logo no início. Miranda é uma mulher visionária em busca de novas tendências da moda, contribuindo para o sucesso da empresa onde trabalha.
Isso evidencia o que a franquia quis mostrar em 2006 e aqui deixa bem claro: a "vilã" é uma mulher rancorosa, ciumenta e vitimista, sendo incompetente quando nutre de sentimentos egoístas como esses.
É o caso da ex-primeira-assistente de Miranda promovida a executiva sênior da Dior. A rancorosa Emily Charlton (Emily Blunt) ganha mais importância nesta trama ao deixar de ser vítima passiva para agir como uma serpente astuta atrás da moita, esperando a hora certa de dar o bote.
Por fim, Andy Sachs deixou de ser uma ex-estagiária para realizar o Sonho Americano, apesar de não entender nada de moda. Mesmo sendo a segunda assistente de Miranda, ela conquistou o coração gelado da chefe exigente por causa de sua dedicação fora do comum, com a ajuda fundamental do estilista e amigo Nigel Kipling (Stanley Tucci), deixando a família e o namorado em segundo plano.
Vinte anos depois, Andy é readmitida pelo CEO da Ramway, agora como jornalista, escrevendo artigos que bombam na internet, de modo a reconquistar Miranda novamente, cuja parceria inusitada com ela obriga a diretora a descer do salto e vestir as sandálias da humildade, a fim de atingir o objetivo almejado numa época de constantes mudanças e novos desafios surpreendentes.
 Aos 43 anos de idade, a atriz norte-americana Anne Hathaway foi eleita a mulher mais bonita do mundo em 2026 pela prestigiada revista People.


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