Marginal Pinheiros ganha corredor de ipês-roxos e aposta em novo marco paisagístico de São Paulo

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Os primeiros ipês-roxos plantados ao longo da Marginal Pinheiros começaram a florescer, marcando uma nova etapa de um dos maiores projetos privados de paisagismo urbano em implantação na capital paulista. A iniciativa busca transformar o trecho em um corredor arborizado com espécies nativas e criar, no futuro, uma atração sazonal inspirada na floração das cerejeiras japonesas.
O projeto ocupa uma área de aproximadamente 218 mil metros quadrados e reúne mais de 200 espécies nativas brasileiras, entre árvores, arbustos e palmeiras. Além da recuperação paisagística, a proposta contempla ações de restauração ecológica da Mata Atlântica, com o plantio de espécies como jequitibá-rosa, araçá-piranga e milhares de palmeiras-juçaras, todas características dos biomas brasileiros.
O principal destaque, no entanto, é a implantação de uma alameda formada por 414 ipês-roxos adultos, com idade superior a 15 anos, diâmetro de tronco entre 15 e 20 centímetros e altura média de seis a oito metros. A expectativa é que, nos próximos anos, as árvores floresçam simultaneamente, formando uma extensa faixa de flores roxas ao longo da via expressa.

Idealizado pelo escritório Cardim Paisagismo, o projeto pretende valorizar a flora nativa e fortalecer a identidade ambiental da cidade. A proposta inclui a criação da chamada "Festa dos Ipês", iniciativa voltada à educação ambiental e à valorização das árvores brasileiras, tomando como referência festivais internacionais que celebram fenômenos naturais, como a floração das cerejeiras no Japão.
Segundo os responsáveis pela iniciativa, o Brasil abriga a maior diversidade vegetal do planeta, mas ainda possui poucos projetos urbanos voltados à valorização cultural de espécies nativas em grande escala. A intenção é transformar o corredor de ipês em um novo símbolo paisagístico paulistano e estimular o contato da população com a biodiversidade brasileira.
Todo o plantio foi financiado pela incorporadora Benx e, de acordo com os organizadores, não integra medidas de compensação ambiental exigidas por licenciamento, mas faz parte de um projeto voluntário de qualificação paisagística.
As árvores receberam cultivo especializado antes do transplante e contam com sistema automatizado de irrigação. A área ainda receberá vegetação arbustiva e herbácea composta por espécies nativas, ampliando a diversidade ecológica do local e contribuindo para a recuperação ambiental da Marginal Pinheiros, um dos principais corredores viários da capital.


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