Manifesto reúne entidades contra expansão de fábricas do Instituto Butantan

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Entidades da sociedade civil e movimentos ambientalistas lançaram o manifesto “Fortalecer e preservar o Instituto Butantan – em defesa dos direitos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e à saúde da população”, documento que reúne críticas ao projeto de expansão das instalações industriais do Instituto Butantan, na Zona Oeste lo. O texto foi elaborado após encontro realizado em 28 de junho, no Centro de Saúde-Escola Samuel Barnsley Pessoa (CSEB), e reforça a posição do Movimento SOS Instituto Butantan de que a ampliação da produção de vacinas deve ocorrer em outro local.
Expansão industrial
Os signatários afirmam apoiar o fortalecimento da produção nacional de vacinas e insumos estratégicos para a saúde pública, mas defendem que a expansão industrial seja transferida para uma área mais adequada às demandas atuais e futuras, preservando a vegetação remanescente existente no campus do Butantã. O manifesto também pede a recuperação das áreas já desmatadas, em vez da adoção de medidas compensatórias, além da eliminação da poluição sonora provocada pelas obras, que, segundo moradores, ultrapassa os limites previstos na legislação.

Durante o encontro, representantes do movimento argumentaram que a discussão não deve ser reduzida a um conflito entre desenvolvimento científico e preservação ambiental. Segundo eles, a implantação de novos laboratórios de alta contenção biológica, classificados até o nível NB-3, nas proximidades de bairros residenciais, escolas e áreas de nascentes, exige amplo debate público e avaliação rigorosa dos impactos ambientais, urbanísticos e sociais.
Desmatamento, ruídos constantes e perigo biológico
O documento também sustenta que o projeto vem sendo executado sem a devida discussão sobre alternativas locacionais, contrariando princípios previstos na legislação ambiental e urbana. Além de mencionar os impactos relacionados ao desmatamento e ao ruído constante das obras, o manifesto recorda que tramitam duas Ações Direvtas de Inconstitucionalidade (ADIs), propostas pela Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de São Paulo e pelo Sindicato dos Geólogos no Estado de São Paulo (Sigesp), que questionam alterações na Lei de Zoneamento responsáveis pela criação das Zonas de Ocupação Especial (ZOE) do Butantan e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), consideradas fundamentais para viabilizar a expansão fabril.
Como alternativa, os participantes defendem que as novas unidades sejam construídas em um terreno pertencente ao Instituto Butantan no município de Araçariguama. Para o movimento, essa solução permitiria ampliar a capacidade de produção de vacinas sem comprometer áreas ambientalmente sensíveis nem a qualidade de vida da população do entorno.
O manifesto permanece aberto à adesão de novas entidades e cidadãos por meio das redes sociais do Movimento SOS Instituto Butantan.


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