O Rio Grande do Sul receberá pela primeira vez o FIMA – Festival Interativo de Música e Arquitetura. Entre os dias 27 e 30 de maio de 2026, Porto Alegre e Viamão serão sede da 4ª edição do festival itinerante gratuito que transforma espaços do patrimônio histórico-arquitetônico brasileiro em palco para concertos ao vivo, com repertório cuidadosamente escolhido para dialogar com a arquitetura, a arte decorativa e a história de cada edificação.
Dois dos mais significativos templos católicos do estado serão palcos para um repertório barroco e clássico. A Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, em Viamão, receberá o primeiro concerto no dia 28 de maio, quinta-feira, às 20h. A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no bairro Independência, em Porto Alegre, sediará o segundo concerto no dia 30 de maio, sábado, às 18h30.
Mais do que apresentações musicais, o FIMA propõe uma experiência imersiva: em ambos os concertos, a arquiteta e historiadora Sofia Inda conduzirá comentários intercalados ao repertório, trazendo informações sobre a história da edificação, sua arquitetura e os detalhes da arte decorativa que dialogam com o que está sendo tocado. Toda a programação, que inclui ainda ações educativas e produção audiovisual, é gratuita e aberta ao público.
Os dois concertos têm direção musical do cravista e organista Fernando Cordella. Em Viamão, o programa reúne obras de Bach, Gluck, Lobo de Mesquita, Mozart e José Maurício Nunes Garcia, com o Quarteto de Voz do Bach Society, que é composto por Cintia de Los Santos (soprano), Diana Danieli (mezzo-soprano), Alexandre Kreismann (tenor) e Daniel Germano (baixo).Já em Porto Alegre, a premiada soprano Marília Vargas assume o papel de solista em um programa dedicado a Vivaldi, Wilhelm Friedemann Bach e José Maurício Nunes Garcia, acompanhada por um quinteto de cordas.
"Porto Alegre e Viamão têm na Paróquia e na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição duas edificações históricas extraordinárias que representam a riqueza do Brasil Colonial. O Fima irá celebra-las trazendo novos paradigmas para construção de um sentimento de pertencimento e valorização desses patrimônios culturais. Nosso objetivo é mostrar como essas construções fazem parte da identidade cultural destas duas cidades, do Rio Grande do Sul e de todo do Brasil. Pela visão, desfrutaremos da arquitetura e da arte decorativa desses espaços e, pela audição, viajaremos no tempo ouvindo obras que dialogam estilisticamente com estes locais. Estamos muito contentes do Festival finalmente chegar a Porto Alegre e ao sul do Brasil depois de já ter passado por diversos estados do sudeste, nordeste e norte do Brasil", afirma Pablo Castellar, diretor artístico e idealizador do evento.
Para Marília Vargas, estar novamente no evento é motivo de grande celebração: “É sempre uma alegria estar em Porto Alegre, cidade que frequento desde a adolescência, que respira música e onde já tive memoráveis concertos! Ao mesmo tempo, o Fima é um projeto do coração, que tive a felicidade de inaugurar, e poder fazer parte desta edição especial nesta cidade que tanto significa para mim, é uma honra imensa”.
O FIMA é realizado pela Artemundi Produções Culturais com patrocínio da CEEE Equatorial Energia, via Lei Federal de Incentivo à Cultura.
Ações educativas em escolas públicas também compõem a programação
Além dos concertos, o FIMA promove ações educativas gratuitas para estudantes e professores de escolas públicas de Viamão e Porto Alegre. Nos dias 27, 28 e 29 de maio, a arquiteta e historiadora Sofia Inda conduzirá visitas patrimoniais guiadas nas duas igrejas, com ensaios abertos e conversas sobre música e patrimônio com a participação do próprio Fernando Cordella.
As atividades atendem turmas do Ensino Fundamental, Ensino Médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos) de quatro escolas públicas, sendo duas em Viamão e duas em Porto Alegre. Antes do evento, em abril e maio, a Escola Setembrina, em Viamão; e o Instituto de Educação Flores da Cunha, em Porto Alegre, também receberam um encontro de preparação pedagógica com os professores.
O programa integra o FIMA na Escola, iniciativa que busca construir nos estudantes um sentimento de pertencimento e valorização do patrimônio cultural de suas cidades.
“O FIMA na Escola é tão importante quanto os concertos, porque a música tem essa capacidade de criar vínculos afetivos profundos e transformar a maneira como os alunos percebem o patrimônio cultural. Sem a música, eles veem; mas com a música, eles sentem. Quando um jovem entra pela primeira vez em uma igreja histórica da sua cidade, compreendendo o que está vendo e ouvindo, ele vivencia o espaço e algo muda dentro dele. É nesse momento que o patrimônio deixa de ser apenas algo do passado e passa também a fazer parte de sua identidade e do seu presente”, afirma Pablo Castellar.
Toda a programação também está disponível posteriormente - e de graça - na plataforma digital do festival. Entre os conteúdos oferecidos pelo FIMA, estão os concertos filmados em alta definição (FIMA Concertos Virtuais), a websérie Obras em Nota que explora a relação entre repertório e arquitetura, além do podcast Diálogos FIMA, com mais informações sobre cada patrimônio visitado.
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MARIO LUIZ DE SOUZA CAMELO
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