Acordo Mercosul-UE reforça: agro precisa fazer “lição de casa”, inclusive no solo

Por ProImprensa Comunicação
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Acordo Mercosul-UE reforça: agro precisa fazer “lição de casa”, inclusive no solo
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Uma das boas notícias dos últimos dias foi a aprovação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE). A decisão tomada pelo Conselho da UE deverá ser formalizada junto aos países do Mercosul nos próximos dias.

Os números mostram a importância para o Brasil deste avanço, fruto de 25 anos de negociações. A UE representa um mercado de 700 milhões de consumidores. O acordo estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo.


Porém, o agronegócio brasileiro precisa “fazer a lição de casa”, já que os novos parceiros buscarão garantir a segurança alimentar sem abrir mão de rigidez na escolha de seus fornecedores. Uma das questões será as práticas envolvendo a qualidade do solo. Agricultores e ambientalistas dos 27 estados-membros europeus prometem acompanhar os eventuais impactos do acordo sobre o meio ambiente, clima e concorrência agrícola.

A implementação gradual das medidas faz o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Calcário Agrícola (Abracal), João Bellato Júnior, reforçar a importância dos insumos agrícola no país. “O calcário é a base de uma agricultura sustentável em aspectos ambientais. Também influencia nas finanças do agricultor, ao ampliar a produtividade na mesma área plantada”, diz.

“O acordo será desenvolvido por etapas, o que permite ao agricultor ser mais estratégico. Assim, o Brasil poderá debater novamente esse dilema: temos um consumo tímido de insumos, mesmo sendo um país que usa terras ácidas no plantio – o que é um fator limitante nos resultados”, reforça Bellato.

Atualmente, o país utiliza perto de 58 milhões de toneladas de calcário, quando o ideal deveria ser de 80 milhões.

Tecnologia voltada ao solo credencia Brasil

O acordo exigirá do Brasil maior rastreabilidade e qualidade dos produtos. Por outro lado, a tecnologia desenvolvida para melhorar as condições do solo, incluindo a calagem, é um fator positivo para o Brasil.

Para o pequeno e médio agricultor, os novos mercados representam negócios e lucratividade, mas exigirão maior profissionalização da gestão e da produção. A correção da acidez do solo permite, entre outros avanços, melhorar o aproveitamento dos fertilizantes, que apresentam um custo maior na planilha de produção.

Café, frutas e celulose são alguns dos setores apontados como beneficiados do acordo. Aves, pecuária, suínos, óleos e gorduras vegetais integram a lista.

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ROGERIO TADEU RUEDA JUNIOR
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