Acabaram os vestibulares, e agora?
Especialista do SAS Educação explica como o planejamento estratégico e o equilíbrio emocional são fundamentais para os próximos passos dos estudantes
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Com o ENEM concluído, o período que antecede a divulgação dos resultados, em janeiro, é decisivo para os estudantes que buscam uma vaga no ensino superior. De acordo com Vinícius Beltrão, gerente de ensino e inovações do SAS Educação, este é o momento de se preparar estrategicamente. Vale a pena o estudante consultar os sites das universidades de interesse, entender quantas vagas são destinadas ao ingresso via ENEM e verificar se a instituição possui outros meios de acesso, como processos seletivos próprios ou vagas olímpicas. Segundo o especialista, analisar o histórico das notas de corte, a existência de segunda ou terceira chamada e o comportamento das listas de espera pode fazer toda a diferença na escolha do curso. “Quando o aluno entende que, historicamente, determinado curso chama até a terceira lista, por exemplo, ele consegue tomar decisões mais realistas no SISU, mesmo que inicialmente fique na lista de espera”, afirma Beltrão. Caso as informações não estejam disponíveis nos sites das universidades, o acesso aos relatórios do SISU e aos conteúdos produzidos por professores e especialistas também ajuda a compreender o nível de concorrência por curso e por estado. Já para os estudantes que ingressarão na 3ª série do Ensino Médio no próximo ano, o foco deve estar na construção de uma rotina de estudos consistente, equilibrada e sustentável. Beltrão destaca que se trata de um ano intenso, marcado por simulados frequentes e alta pressão. “Definir uma rotina de estudos saudável é o começo de tudo. Quanto mais simulados o estudante realiza, especialmente aqueles que oferecem relatórios de desempenho, maior é a capacidade de acompanhar a própria evolução e identificar pontos de atenção”, explica. Para aqueles que ainda não têm clareza sobre a escolha do curso, o ano também é decisivo para o projeto de vida. É fundamental buscar apoio da orientação escolar, visitar universidades, participar de feiras e entender melhor as possibilidades de atuação no mercado de trabalho. Esse processo ajuda o estudante a fazer escolhas mais conscientes. O especialista também chama atenção para a importância da saúde emocional ao longo da preparação. “Não dá para sustentar uma rotina exclusivamente baseada em estudo. É preciso incluir momentos de lazer, prática esportiva e convivência social. O excesso de cobrança pode levar ao esgotamento, queda de rendimento, ansiedade e até burnout”, alerta. Segundo ele, até mesmo encontros com amigos podem se tornar produtivos quando transformados em momentos de debate sobre atualidades e temas de redação. Equilíbrio é a palavra-chave para atravessar esse processo com consistência e bons resultados. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
Caroline Pellegrino de Oliveira
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