HRCM realiza cirurgia inédita pelo SUS na região

Procedimento de correção de deformidade do pé pela técnica percutânea, que é minimamente invasiva, foi feito pelo Dr. André Cipriano

Por VIVIANE BUCCI
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HRCM realiza cirurgia inédita pelo SUS na região
Santa Casa de Chavantes
O Hospital Regional de Campo Maior (HRCM), gerenciado pela Santa Casa de Chavantes, realizou no dia 5 de dezembro uma cirurgia inédita no SUS (Sistema Único de Saúde) da Região dos Carnaubais: um procedimento de correção de deformidade do pé utilizando a técnica percutânea, que é minimamente invasiva. A cirurgia foi conduzida pelo ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo, Dr. André Cipriano, que destacou a importância dessa inovação no atendimento aos pacientes da região.

O procedimento é realizado com o objetivo de corrigir deformidades nos pés de pacientes que, de outra forma, necessitariam de cirurgias mais invasivas e um tempo de recuperação mais longo.


“Os benefícios da cirurgia percutânea são inúmeros e imediatos, especialmente para pacientes que já enfrentam desafios devido a deformidades nos pés. O principal benefício é que o paciente pode andar já no mesmo dia, usando uma sandália ortopédica, sem a necessidade de gesso ou imobilização. Isso reduz o estresse operatório, acelera a recuperação e permite um retorno mais rápido às atividades diárias”, explicou o Cipriano.

A cirurgia é realizada por meio de uma técnica minimamente invasiva, em que pequenas incisões são feitas para corrigir as deformidades, sem a necessidade de grandes cortes. A técnica percutânea também representa um avanço para o SUS (Sistema Único de Saúde) na região, pois possibilita que pacientes tenham acesso gratuito a um tratamento de alta qualidade, antes restrito ao setor privado.
O especialista também destaca que a implementação dessa técnica é uma grande conquista para o Hospital Regional de Campo Maior, que tem investido em melhorias de estrutura e equipamentos.

“Hoje, no Hospital Regional de Campo Maior, estamos em constante melhoria, inclusive na aquisição de equipamentos médicos que permitem ao cirurgião alcançar o máximo de sua capacidade. Por meio do nosso ambulatório de cirurgias eletivas, conseguimos organizar e planejar esses procedimentos mais complexos. A maioria dos pacientes busca acesso e solução, e é isso que temos observado. Nossa maior missão é garantir o acesso ao especialista e à solução indicada por ele, e isso tem se consolidado nessa gestão do HRCM”, afirmou Cipriano.

Especialização

Para que a cirurgia inédita fosse feita no HRCM, um longo caminho de especialização foi trilhado. A técnica minimamente invasiva envolve uma curva de aprendizado muito longa, por isso é necessário realizar cursos, principalmente treinamentos em cadáveres e modelos anatômicos. Cipriano já foi para São Paulo (SP), Barretos (SP), Curitiba (PR), Recife (PE), Salvador (BA), Rosário, na Argentina, e Miami, nos EUA, para se especializar.

“Embora a curva de aprendizado para dominar essa técnica seja alta e exija investimento em treinamentos, a evolução que conseguimos proporcionar aos pacientes é o que importa. O sucesso dessa técnica depende de constante aprimoramento profissional e de tempo dedicado à prática, mas o retorno positivo dos pacientes justifica todo o esforço”, disse o cirurgião.

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VIVIANE SOARES BUCCI
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