Pets com deficiência são os últimos na fila de adoção no país que já tem mais de 30 milhões de animais nas ruas

A busca por um lar conta com o apoio de iniciativas como o Fórmula do Bem, do Instituto Adimax

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Rita é uma senhorinha curiosa de 12 anos que anda pela casa cheirando tudo e enchendo de vida o lar da costureira Maria Margarete da Silva, moradora de Mariporã (SP). Ela é cega, e dentro da residência usa o olfato para se orientar. Muito mimada pela tutora, a cachorra finalmente encontrou segurança e o amor que todo animal merece. Uma história que poderia ter tido um final trágico, se não fosse a disposição de Margarete para cuidar de um cão com deficiência.
A cadela nasceu saudável, mas ficou cega após ser agredida pela antiga tutora, que abandonou em seguida. Margarete não apenas resgatou, mas deu a Rita um lugar de destaque na família e, principalmente, no coração da costureira: “A Rita apareceu em um momento em que eu estava passando por uma grande dificuldade. Eu ajudei, mas ela me ajudou muito mais, me deu apoio, amor. Eu amo essa cachorra”, conta emocionada a tutora.
No sul de Minas, na cidade de Passos (MG), uma outra cadelinha chama a atenção com sua cadeira de rodas e a expressão que parece estar sempre sorrindo. Liz foi adotada pela tutora, uma estudante de veterinária, durante um estágio no hospital veterinário onde a cachorra realizava um tratamento.” Eu fiquei sabendo da história da Liz, pois todo mundo comentava da cachorrinha paraplégica que vivia no canil da prefeitura em Franca (SP), cidade onde eu estudava. E, mesmo naquelas condições, ela era muito alegre e amorosa. Eu sabia das dificuldades que é cuidar de um cãozinho com deficiência, mas trouxe para casa, e hoje ela é parte da minha família. Meu pai é louco por ela. A gente sempre fez de tudo e agora com a cadeirinha, a Liz está ainda mais feliz,” conta a tutora Rafaela Ribas.

A história dos dois animais converge em abandono e maus tratos, mas também no efeito transformador da adoção. Adotar um animal com deficiência, é mais que ter amor para oferecer, e ter também doses extras de disposição, comprometimento e até mesmo recursos. Motivos que muitas vezes afastam interessados em leva-los para casa.
Para evitar um segundo abandono os interessados em adotar os pets com deficiência passam por entrevistas e recebem todas as informações sobre o animal e suas necessidades. O Caodeirante já conseguiu um novo lar para mais de 100 animais e segue contando com a ajuda de apoiadores como o Instituto Adimax para essa missão: “Estamos muito satisfeitos e orgulhosos em fazer parte dessa cadeia de amor e esperamos que um dia nenhum animal se torne deficiente por causa da negligência ou maus tratos. Seguiremos fazendo nossa parte”, finaliza Caroline.
A inscrição é feita diretamente no site: www.institutoadimax.org.br na aba cão guia. 


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